Raia miúda

Os novos compostos da Pirelli foram a única notícia digna de nota nos últimos dias

Como esse blog anda muito bissexto, vou só dar uma atualizada nas últimas notícias, mais ligadas á raia miúda, à exceção dos novos pneus Pirelli. A fabricante italiana decidiu reduzir a diferença entre seus compostos, do mais duro ao mais macio, para tornar as corridas ainda mais disputadas.

Se ano passado, havia uma diferença de 1,5s entre os diferentes tipos de pneus, agora ela ficará abaixo de um segundo. Acho a medida interessante. Ela vai exigir mais da estratégia das equipes. Antes não havia dúvida sobre que pneus escolher. Era melhor deteriorar rapidamente um supermacio ou macio e ganhar um segundo e meio por volta.

A previsão da Pirelli é de dois ou três pit stops por corrida. E as cores continuam as mesmas: prata, o duro: branco, o médio; amarelo, o macio, e vermelho, o supermacio. O intermediário passa a ter a banda verde, e o de chuva, banda azul.

No front das equipes, pintaram as imagens do primeiro carro da temporada. O CT01, da Caterham (ex-Lotus), que chamou a atenção pelo bico mais baixo, que, de acordo com Mike Gascoyne, o chefe da equipe, será uma tendência geral, já que o regulamento obriga a abaixar o ponto mais extremo do nariz do carro por questões de segurança. Gascoyne prevê que todos os carros terão bicos feios, e comenta-se que o da Ferrari poderá ser um dos mais exóticos.

Em relação aos pilotos, a Lotus anunciou que Jerome D’Ambrosio será o terceiro piloto da equipe esse ano. O belga tinha perdido seu lugar na Marussia para o francês Charles Pic. O acerto com D’Ambrosio foi a maneira da Gravity, braço de gerenciamento da carreira de pilotos do grupo Genii, dono da Lotus, mantê-lo em atividade.

Já Vitaly Petrov apareceu ontem na apresentação dos pneus Pirelli, em Abu Dhabi, o que reforça a possibilidade de que seja o piloto de teste da fábrica italiana esse ano. Petrov ainda disputa o segundo cockpit da HRT, o único ainda disponível.

PS: Ia esquecendo que circulou a informação de que Barrichello vai testar um carro da KV, equipe de seu amigo Tony Kanaan, na Indy. Serão dois dias em Sebring, na semana que vem. Acho que será apenas para conhecer o carro e ver como anda um Indy. Barrichello nunca mostrou entusiasmo pelos ovais, muito menos sua família.

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Kimi na pista

Kimi volta a guiar um fórmula 1 após dois anos fora da categoria. Será que voltará a ser tão rápido quanto antes?

Kimi Raikkonen guiou hoje, no circuito de Valência, um carro de Fórmula 1 pela primeira vez desde que deixou a categoria, no fim de 2009. Para se readaptar aos monopostos, o finlandês pilotou uma Renault R30, de 2010, já pintada como a Lotus atual e com pneus de demonstração da Pirelli.

O campeão mundial de 2007 acha que não perdeu velocidade, e que se adaptar e extrair o máximo dos pneus será a parte mais difícil. Esse, de fato, poderá ser um grande dsafio para Raikkonen. Os pneus Pirelli não são fáceis de entender, e Felipe Massa e Mark Webber passaram uma temporada inteira para conseguir performance.

Muita gente desconfia da capacidade de Raikkonen voltar a ser rápido logo de cara, e Jarno Trulli esternou isso abertamente, afirmando que será difícil para Kimi se readaptar a um carrop de Fórmula 1 após dois anos longe da categoria. O finlandês volta a dar umas voltas amanhã, mas experiência para valer mesmo com um fórmula 1 só nos testes de Jerez, em fevereiro.

No detalhe acima, nota-se que o finlandês mudou bem a pintura do seu capacete, reduzindo a cor vermelha, antes predominante, a uma linha na base e à cor no número 9 que acrescentou à pintura.

Kimi, por sinal, é um desses pilotos que vivem mudando a pintura do capacete. Quando começou na F1, seu capacete era azul e branco, as cores da bandeira da Finlândia. Depois, introduziu o vermelho, junto ao azul e branco, e, mais tarde, o preto, excluindo o azul. O capacete agora é branco e preto, para mim bem mais bonito que o anterior, dos tempos de Ferrari.

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Caiu a ficha

A crise na Europa atinge a Fórmula 1

Bernie Ecclestone continua tentando extrair o máximo de grana de equipes, circuitos e patrocinadores, mas ele sabe que a situação econômica é crítica também para o automobilismo, e o último sinal foi a saída da Peugeot de Le Mans. Perguntado se saída da montadora francesa sinalizava tempos difíceis para a Fórmula 1, o chefão da categoria alertou que ela deve estar preparada para enfrentar problemas.

Parece que finalmente caiu a ficha. Antes de Le Mans, a F1 já tinha comprovado a magnitude da crise, com a debandada da BMW, Toyota e Honda.Ecclestone diz que elas tiveram bons motivos para sair, pois não estavam obtendo bons resultados e a cobertura midiática que desejavam. Mas o buraco é bem mais embaixo. As montadoras foram atingidas pela crise e precisaram rever seus investimentos.Acho até que se a Mercedes não começar a mostrar resultados logo poderá ser a próxima a engrossar a lista. A Alemanha é o país mais forte da combalida Europa, mas a diretoria da Daimler Benz não foi unânime sobre a volta das flechas de prata à Fórmula 1, e uma decisão pragmática pela retirada não seria estranha.

Ecclestone acredita que pela duração de seus contratos a F1 está “quase imune”, mas reconhece que se a situação não mudar globalmente é possível prever problemas. Ele já se apresentam com organizadores querendo renegociar contratos, como é o caso dos responsáveis pelos circuitos de Barcelona e Valência, que já começaram as conversas sobre um possível revezamento como sede do GP da Espanha. Nenhuma das duas cidades tem bala para manter corridas anuais por mais tempo.

O jornal inglês Express revelou que nenhuma das 12 equipes da F1 pagou suas contas em dia ano passado. “A descoberta mostrou que a crise atingiu o automobilismo. As cinco equipes que mais atrasaram os pagamentos têm o apoio de montadoras, o que poderia indicar que na atual situação econômica, a Fórmula 1 pode não ser sustentável para elas”, escreveu o jornal

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Ferraris vão passear pelo Rio de Janeiro em comercial da Shell

Para gravar um novo comercial, a Shell trará para o Rio de Janeiro, no próximo final de semana, sete Ferraris de colecionadores, dentre elas os modelos Califórnia e 458 Itália. Os cariocas que ficarem na cidade durante o feriado poderão ver os carros em diversos pontos da cidade, como Santa Tereza e Aterro do Flamengo.

O comercial é uma uma superprodução dirigida por Sam Brown – diretor de clipes de vários artistas da música pop, como Adele e Jay-Z – e faz parte da campanha global dos lubrificantes Shell Helix, que custará cerca de US$ 50 milhões. Os detalhes foram apresentados mais cedo em uma entrevista dada pela diretora Global de Marketing para a marca Shell Helix, Leila Prati.

Depois do Rio de Janeiro, os carros rumam para Rússia, Índia e China. O filme começa a ser veiculado no Brasil ainda este ano.

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Sobre Bruno e Barrichello

Bruno Senna no museu da Williams: Um ano para provar se merece estar na F1

As atribulações dos últimos dias me impediram de comentar a mudança na Williams, com a saída de Barrichello para dar lugar a Bruno Senna. Em primeiro lugar, acho a troca natural. Barrichello já estava há 19 anos na Fórmula 1, e existe uma legião de pilotos mais jovens sonhando com um lugar ao sol na categoria. Neste aspecto, a mudança é natural, sem maiores traumas.

Por outro lado, a Williams não ganha, tecnicamente, nada com ela. Se Barrichello tivesse sido substituído por um piloto que já tivesse se mostrado rápido e consistente, faria sentido. Mas Bruno Senna continua sendo uma incógnita. Talvez a Williams – se o carro desse ano for bom -  lhe possibilite mostrar seu real talento e o investimento terá valido a pena. Mas, por enquanto, o que existe é um contrato de risco, de apenas um ano.

Com Bruno e Maldonado, a outrora poderosa Williams, para a qual Ayrton Senna já tricampeão mundial chegou a dizer que correria até de graça, recorre a dois pilotos de pouca experiência e que pagam para correr. Bruno teria arrecadado 14 milhões de euros (R$ 32 milhões) em patrocínios, dinheiro para equipe nenhuma botar defeito, principalmente a combalida Williams, que não vai muito bem das pernas financeiramente.

Quanto a Barrichello, o fim da linha na Fórmula 1 parece ter chegado. Não faria o menor sentido um piloto com sua trajetória ir parar no cockpit da precária HRT. Ainda existe a possibilidade de que a própria Williams ou alguma outra equipe recorre à sua experiência para colaborar no desenvolvimento dos carros. Barrichello também seria um piloto disponível para uma substituição rápida em qualquer equipe insatisfeita com um de seus pilotos ou no caso de algum acidente que temporariamente afaste alguém da pista. Resta saber se estaria disposto a cumprir esse papel ou se vai aproveitar a situação para se livrar de vez da F1, o que não é fácil para nenhum piloto.

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Revezamento na Espanha

Valência pode vir a alternar a sede do GP da Espanha com Barcelona, garantindo o futuro da prova

O bom senso começa a prevalecer, e a Fórmula 1 percebe que não pode viver alheia à crise que assola boa parte do mundo, principalmente a Europa. Bernie Ecclestone, sempre pouco disposto a rever seus contratos leoninos com os organizadores dos grandes prêmios, reconheceu que uma alternância entre os circuitos de Barcelona e de Valência seria uma boa solução para garantir a sobrevivência do GP da Espanha, um dos países mais atingidos pela crise econômica.

Barcelona já tinha cogitado essa hipótese, mas Valência não estava disposta a perder sua corrida. Agora, os organizadores do GP da Europa admitem que o revezamento com barcelona pode ser menos oneroso para a municipalidade de Valência. Com a anuência de Ecclestone, tudo parece correr para uma solução. Ainda resta saber se o chefâo da F1 concorda que o revezamento comeca o quanto antes, antes mesmo do fim dos contratos ainda em vigência.

Valência tem contrato para realizar o GP da Europa até o fim de 2014, e Barcelona incialmente seria sede do GP da Espanha até 2016.

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Destino de Massa será decidido no meio da temporada

Felipe Massa terá até a primeira metade da temporada para mostrar serviço e provar que merece continuar na Ferrari além de 2012. Esse foi o prazo estabelecido pela escuderia, até para que o brasileiro possa buscar uma outra equipe, caso a Ferrari não deseje mais os seus serviços.

O prórpio Massa falou abertamente do assunto no evento de pré-temporada da Ferrari em Madonda di Campiglio. “Eu sei bem que a primeira metade da temporada será mais importante do que a segunda. Quando chegarmos ao meio da temporada, nós conversaremos sobre meu futuro e as chances de continuar na Ferrari”, disse Massa.

Mesmo com as informações de que teria quebrado a perna numa queda no gelo, o que retaradará ainda mais a sua recuperação, Robert Kubica continua sendo um forte candidato a suceder Massa. Ao desejar pronta recuperação ao polonês, Alonso disse que Kubica é o melhor piloto disponível, mas evitou apontá-lo como futuro companheiro.

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Lotus puxa inovação

Raikkonen volta à F1 apostando no sistema de controle da altura do carro desenvolvido pela Lotus

O sistema de controle da altura do carro nas freadas, lançado pela Lotus e já considerado legal pela FIA, tende a ser copiado por todas as equipes, e a Ferrari já está trabalhando no desenvolvimento de um sistema similar.

A Lotus testou o sistema no treino dos jovens pilotos, em Abu Dhabi, logo após o fim da última temporada, e a dúvida era se seria aprovado, pois a primeira versão que circulou era de que precisava ser controlado pelo piloto, o que feriria o regulamento.

O sistema para manter o equilíbrio do carro é operado por um cilindro hidráulico que ajusta a suspensão dianteira nas freadas, quando a frente dos carros abaixa. E, pelo que se sabe agora, seria ativado reativamente ao torque da frenagem, sem pedal exclusivo para seu acionamento.

Se o sistema realmente representa um ganho para o equilíbrio do carro, irá todo mundo atrás.

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Qual a cor do capacete de Vettel?

Se alguém fizesse a pergunta acima, assim, de sopetão, seria difícil responder. Com tantas mudanças, o capacete de Vettel, para mim, não tem identidade. Não sei se ele é azul, preto, prata e que outras cores leva. Às vezes parece uma lata de Red Bull, outras um céu cheio de estrelas, e, sinceramente, não saberia descrevê-lo.

Vettel diz que algumas coisas em seu capacete continuam as mesmas – gostaria de saber quais -, mas que gosta de modificá-lo constantemente, e que se diverte com as idéias que tem junto com o desenhista de seu capacete.

O curioso é que Vettel afirma admirar a beleza de certos capacetes, exemplificando com os de Senna, com as barras brancas no casco preto de Damon Hill e com a cruz escocesa usada por David Coulthard. São três capacetes que a gente visualiza só de ouvir os nomes dos pilotos.

O mesmo não pode ser dito em relação a Vettel.

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A dura vida dos coadjuvantes

D'Ambrosio seria o mais cotado para a segunda vaga da HRT

Quatro a cinco pilotos, com destaque para Jerome D’Ambrosio, Vitaly Petrov e Bruno Senna, disputam o segundo cockpit da Hispania, que adotou definitivamente o nome HRT F1. Segundo o diretor técnico da equipe, Jacky Eeckelaert, o belga D’Ambrosio é o mais cotado, depois de perder o lugar na Virgin.

Eeckelaert diz que a equipe não pensa em ter um outro espanhol, ao lado de Pedro de La Rosa, o que excluitia Jaime Alguersuari e Dani Clos da disputa. Também não estaria nos planos da equipe um piloto mais próximo da aposentadoria, como é o caso de Rubens Barrichello.

Vitantonio Liuzzi, que tem contrato até o fim desse ano, parece mesmo descartado pela equipe, a considerar a declaração de Eeckelaert de que o italiano teve várias chances e não confirmou o que dele se esperava. “Nós estamos em busca de um piloto mais jovem e com muto potencial”, disse o dirigente da equipe.

Desconfio que o potencial que a HRT busca é mais financeiro do que qualquer outra coisa. A equuipe tem plena confiança que continuará lá no fundo do grid esse ano, disputando o último lugar com a Marussia. A mudança da equipe para a Espanha significará a perda de 90% do pessoal, segundo estimativa do próprio Eeckelaert. O dirigente lamenta, porque apesar dos fracos resultados, a equipe começava a trabvalhar bem junto. E agora, recomeçará do zero.

E o que os pilotos procuram numa equipe nessas condições? Apenas um lugar ao sol e uma maneira de se manter na Fórmula 1. Mostrar serviço na HRT será tarefa ingrata. A equipe espanhola é muito mais uma porta de saída do que de entrada na F1.

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