Em 25 de julho de 2010, no Grande Prêmio da Alemanha, os Comissários Desportivos identificaram uma violação, pela Scuderia Ferrari, à proibição de ordens de equipe interferirem no resultado da corrida e, então, decidiram impor uma multa de US$ 100 mil e transmitir o relatório ao Conselho Mundial de Automobilismo para posterior análise.
O Órgão de Julgamento do Conselho Mundial de Automobilismo realiza uma audiência extraordinária em Paris, em 8 setembro de 2010, para examinar esta matéria.
Após uma análise aprofundada de todos os relatórios, declarações e documentos apresentados, o Órgão julgador decidiu confirmar a decisão dos comissários de uma multa de US$ 100 mil por violar o artigo 39.1 do regulamento e de impor o pagamento das despesas efetuadas pela FIA.
O Órgão de Julgamento também reconhece que o artigo 39.1 do regulamento deve ser revisto e decidiu remeter a questão para a Fórmula One Sporting Working Group.
A decisão completa estará disponível no site www.fia.com em 09 de setembro de 2010. _ _ _
Procedimento
Em março de 2010, no Bahrein, por iniciativa do presidente da FIA, o Conselho Mundial de Automobilismo aprovou um novo regime transitório disciplinar, tendo em vista garantir a separação entre o corpo processador e o corpo julgador. Na Assembleia Geral de 05 de novembro de 2010, uma reforma mais global do sistema judicial da FIA serão submetidos à aprovação, nomeando a criação de um Tribunal Internacional que irá exercer o poder disciplinar em 1 ª instância no lugar do World Motor Sport Council.
Em aplicação deste novo procedimento, anteriormente aplicado no contexto da F1, o presidente da FIA exerce o papel de corpo processador. Como tal, ele tem o poder de notificar qualquer pessoa que está sendo processada das queixas contra ela e submeter a questão ao Órgão de Julgamento do Conselho Mundial de Automobilismo, presidida por seu vice-presidente, o sr. Graham Stoker.
O vice-presidente tem o poder de avançar com a investigação e, neste contexto, designar um relator entre os membros do Conselho Mundial de Automobilismo.
No caso vertente, foi designado Lars Österlind, membro do Conselho Mundial de Automobilismo, como relator. O relatório do senhor Österlind foi encaminhado para a Scuderia Ferrari Marlboro como o partido que está sendo processado.
Antes da audiência, os membros do Órgão de Julgamento do Conselho Motor World Sport recebeu todos os documentos do processo, incluindo as observações apresentadas pela Scuderia Ferrari Marlboro.
O presidente da FIA não compareceu à audiência, mas foi representado por Maître Jean-Pierre Martel, do escritório de advocacia Orrick Rambaud Martel.
A audiência perante o Órgão de Julgamento do Conselho Mundial de Automobilismo, reunido em 08 de setembro de 2010 em uma reunião extraordinária, foi presidida pelo vice-presidente e presenciou a audiência a pessoa do Sr. Stefano Domenicali, diretor da equipe Ferrari Scuderia Marlboro, assistido por seus advogados, Henry Peter e Nigel Tozzi. O Conselho Mundial de Automobilismo teve a possibilidade de juntar os pilotos Fernando Alonso e Felipe Massa, através de videoconferência.
Ferrari não recebe novas punições em julgamento na FIA
Jean Todt, presidente da FIA, era chefe da Ferrari na então ultrapassagem de Schumacher sobre Barrichello, em 2003 - Foto: Getty Images
Informações extra-oficiais apontam a decisão do julgamento que tratou da manobra de equipe executada pela Ferrari em Hockenheim, na Alemanha, em julho. Pela sentença, a Ferrari não terá nenhuma outra punição além dos US$ 100 mil que pagou de multa logo após o dia da corrida. Há ainda rumores de que as regras da categoria serão revistas após este episódio.
Com a decisão, a equipe não perde nenhum ponto no Mundial de Construtores, no qual permanece em terceira colocada com 250 pontos. A Red Bull lidera com 330 e a McLaren é a segunda, com 329. Entre os pilotos, Alonso é o quinto, com 141 pontos, e Felipe Massa é o sexto, com 109.
O julgamento fez parte das atividades do World Motor Sport Council, que se renuniu hoje, em Paris, para definir assuntos da categoria. Fazem parte do Conselho Mundial da FIA, Jean Todt (presidente da FIA), Graham Stoker (Reino Unido), Michel Boeri (Mônaco), Morrie Chandler (Nova Zelândia), Carlos Gracia (Espanha), Mohammed Ben Sulayem (Emirados Árabes), Xeique Abdulla Bin Isa Alkhalifa (Bahrein), Garry Connelly (Austrália), Zrinko Gregurek (Croácia), Wan Heping (China), Vassilis Despotopoulos (Grécia), Vijay Mallya (Índia), Hugo R. Mersan (Paraguai), Luis Pinto de Freitas (Portugal), Radovan Novak (República Tcheca), Henry Krausz (República Dominicana), Victor Kiryanov (Rússia), Vicenzo Spano (Venezuela), Teng Lip Tan (Cingapura), Lars Österlind (Suécia), François Cornelis (Comissão de Construtores da FIA), Bernie Ecclestone (promotor da Fórmula 1) e Nicolas Deschaux (kart).
Novas postagens assim que saír o conteúdo oficial da sentença.
A Ferrari dirá que o pedido de desculpas de Rob Smedley (D) a Massa em Hockenheim foi por não ter entregue ao brasileiro um carro tão rápido como o de Alonso. Foto: Clive Mason/Getty Images
O Conselho Mundial da FIA decide hoje se novas sanções serão aplicadas à Ferrari pela ordem da equipe para que Felipe Massa cedesse a liderança e a vitória do GP da Alemanha para Fernando Alonso.
A Ferrari foi multada em US$ 100 mil após a prova, e novas punições poderiam incluir uma multa ainda maior, a perda dos pontos conquistados naquela corrida, exclusão de uma corida ou até a expulsão do Campeonato Mundial.
Nenhuma dessas penas, no entanto, é esperada. Uma nova multa seria possível, mas a opção por uma das outras alternativas seria surpreendente. A FIA sabe muito bem que todas as equipes dão ordens a seus pilotos que podem alterar o resultado de uma corrida, mas certamente são mais sutis do que a Ferrari, que sempre faz isso de forma escandalosa.
A escuderia italiana vai sustentar que não ordenou a mudança de posições e apenas informou a Massa que Alonso era mais rápido. A partir daí, teria ficado a cargo dos pilotos julgar o que seria melhor para a equipe no campeonato. A Ferrari também tem pronta resposta ao pedido de desculpas do engenheiro de Massa, Rob Smedley, ao piloto brasileiro, depois que ele cedeu a posição ao companheiro de equipe. Segundo o chefe da equipe, Stefano Domenicali, as desculpas de Smedley se deveram a não ter entregue a Massa um carro tão rápido quanto o de Alonso.
Hipocrisias à parte, a reunião do Conselho Mundial talvez sirva para mudar os parâmetros sobre o que é permitido como ordem de equipe. O jornal inglês Daily Express lembrou que a McLaren também já interferiu nos resultados em pista, quando enviou uma mensagem codificada para Lewis Hamilton, informando que "o gato estava fora de casa", antes que ele ultrapassasse um dócil companheiro de equipe à época, Heikki Kovalainen.
Diversos ex-pilotos manifestaram-se contra punições mais severas à Ferrari. O ex-campeão mundial Damon Hill acha que não seria sensato e nem eficaz reforçar a punição. Hill venceu o acidentado GP da Bélgica de 1998, pela Jordan, com o chefe da equipe, Eddie Jordan, mandando que Ralf Schumacher se mantivesse na segunda posição e não ameaçasse o companheiro de equipe. Mas nessa época, as ordens de equipe eram permitidas. Elas só foram proibidas depois da vergonhosa decisão da Ferrari de entregar a Michael Schumacher a vitória no GP da Austria de 2002, que seria vencido por Rubens Barrichello.
David Coulthard acha que uma punição mais drástica seria hipócrita, pois a Ferrari se tornaria o bode expiatório. "Todas as equipes da Fórmula 1 dão ordens na pista. Quem disser o contrário está mentindo", afirmou o escocês ao Daily Telegraph.
A reunião está prevista para começar às 3 da tarde (hora local), na sede da FIA, em Paris, e o veredito deverá ser dado até o fim da tarde.
Os pilotos da Ferrari terão que esclarecer ao Conselho Mundial da FIA como aconteceu a troca de posições que mudou o resultado do GP da Alemanha. Foto: Mark Thompsom/Getty Images
O Conselho Mundial da FIA convocou Fernando Alonso e Felipe Massa para a reunião do próximo dia 8, na sede da entidade, em Paris, que examinará a troca de posições entre os dois pilotos da Ferrari no GP da Alemanha, por ordens da equipe, o contraria o regulamento da Fórmula 1.
Os dois pilotos terão que ser ouvidos pelo Conselho e poderão ir à Paris ou participar da reunião via vídeo link. O Conselho quer saber de cada um como receberam as ordens da equipe e até que ponto contribuiram para a manobra que mudou o resultado da corrida. A Ferrari foi multada em US$ 100 mil após a corrida e o Conselho Mundial poderá ser ainda mais severo, retirando os pontos dos dois pilotos.
Uma decisão dessa gravidade seria pouco provável, pois excluiria Fernando Alonso definitivamente da disputa do campeonato, às vésperas do Grande Prêmio da Itália. Além do impacto esportivo, a medida poderia trazer consequências financeiras aos organizadores da corida em Monza, com uma menor presença de público.
Além dos pilotos e advogados da Ferrari, serão ouvidos o chefe da equipe, Stefano Domenicali, e o gerente da escuderia Massimo Rivola. Em Spa, no último fim de semana, Domenicali afirmou estar seguro de que o Conselho Mundial entenderá o ponto de vista da equipe. Mas o consultor esportivo da Red Bull, Helmut Marko, espera que os pilotos da Ferrari percam os pontos conquistados em Hockenheim.
Alonso disse não acreditar em punição e disse que está relaxado. A expectativa é que o veredito do Conselho Mundial seja proclamado na própria quarta-feira.
Alonso sabe que vencer em Monza é a única chance de não ficar definitivamente para trás e fora da briga pelo título. Foto: Clive Mason/Getty Images
A Ferrari vai fazer testes de reta no circuito de Vairano para preparar o carro para Monza, o circuito mais rápido da temporada, onde pode se recuperar para o que resta do campeonato. A pista de Vairano é atravessada por uma longa reta, de 2 quilômetros, que a Ferrari utilizará para entender porque as inovações introduzidas em Spa não funcionaram como o esperado.
Para a Ferrari, Monza pode ser a última chance de recuperação da equipe, depois que Fernando Alonso não completou o GP da Bélgica e ficou a mais de 40 pontos de Lewis Hamilon e a 38 de Mark Webber. Monza é a corrida de casa da Ferrari, não só pela proximidade a Maranello, mas pelas características da pista que se adaptam perfeitamente ao F10, que tem excelente tração, é rápido em retas e eficiente na frenagem.
Alonso teve uma corrida desastrada em Spa, outro circuito que favorecia a equipe italiana. Os jornais italianos se mostraram pessimistas após o GP, considerando que as chances do tpitulo se foram, e o Il Giornale foi crítico a Alonso, ressaltando que "enquanto Kimi Raikkonen sempre guiou brilhantemente em Spa, seu sucessor escorregou numa poça."
A Ferrari, no entanto, não jogou a toalha, e o chefe da equipe Stefano Domenicalli também lembrou Raikkonen para manter o moral da equipe. "Eu me lembro de 2007 quando nós estávamos 17 pontos atrás a duas corridas do fim do campeonato e fomos campeões. Mais difícil que isso não há."
Monza será decisiva para a Ferrari. Se não vencer lá praticamente dará adeus ao título, pois a maioria das corridas a seguir são favoráveis à Red Bull, e o único circuito que poderia lhe favorecer um pouco mais seria o de Abu Dhabi, última etapa da temporada, quando o campeonato poderá já estar decidido.
CarolinaRealmente, será um momento decisivo para os italianos e Alonso.
Estou na torcida para que a Ferrari e Alonso consigam um excelente resultado neste GP. Está difícil para a Scuderia, mas não impossível. Postado às 14:04 do dia 02/09/2010
Leonbom, se Alonso não pegar a chance a scuderia pode descartar a chance do titulo esse ano.. Agora, se ele fica atras do Massa, vamos ver se eles vao disfarçar melhor as ordens de equipe dessa vezPostado às 14:33 do dia 31/08/2010
TiagoMenos Luciano, menos... Massa precisa comer muito feijão com arroz.Postado às 12:28 do dia 31/08/2010
LucianoTorço muito contra o Alonso! FORÇA FELIPE!!! VAMOS TERMINAR NA FRENTE DO ALONSO!!!!Postado às 11:21 do dia 31/08/2010
Alonso foi o mais rápido em qualquer condição de pista e sinalizou um favoritismo para o GP da Bélgica. Foto: Paul Gilham/Getty Images
Em uma sessão marcada por constantes mudanças climáticas e ainda por problemas inesperados, Fernando Alonso voltou a ser o mais rápido, completando com total domínio o primeiro dia de treinos em Spa. Alonso mostrou que a Ferrari está bem e pronta para vencer sob quaisquer condições.
Os intervalos entre pista úmida e pista seca permitiram aos pilotos usar pneus intermediários e os tempos baixaram significaticvamente em relação ao treino da manhã. Alonso aproveitou o finalzinho do treino para uma volta voadora, que roubou de Adrian Sutil o melhor tempo do último treino livre do dia. O Piloto da Force India, que já andara bem pela manhã, foi ainda melhor à tarde, e aumentou as esperanças de que a equipe possa repetir a boa performance do ano passado em Spa.
Os pilotos que torceram loucamente por pista seca ainda tiveram que enfrentar uma interrupção do treino a 15 minutos do final, quando os organizadores precisaram retirar torcedores que se instalaram em áreas perigosas do circuito. Quando a luz verde acendeu no pit, Alonso e Massa eram os primeiros da fila, do que o espanhol particularmente se valeu para ser o mais rápido do dia. Massa acabou fcando em quinto, atrás de Hamilton e Kubica, e uma posição à frente de Vettel. Button foi o sétimo e Webber teve um dia para esquecer e terminou em 16º lugar.
Barrichello conseguiu um bom nono lugar, Lucas di Grassi foi o 21º, e Bruno Senna, o 22º.
Piloto Equipe Tempo 1. Fernando Alonso Ferrari 1m49.032s 2. Adrian Sutil Force India-Mercedes 1m49.157s 3. Lewis Hamilton McLaren-Mercedes 1m49.248s 4. Robert Kubica Renault 1m49.282s 5. Felipe Massa Ferrari 1m49.588s 6. Sebastian Vettel Red Bull-Renault 1m49.689s 7. Jenson Button McLaren-Mercedes 1m49.755s 8. Pedro de la Rosa Sauber-Ferrari 1m50.081s 9. Rubens Barrichello Williams-Cosworth 1m50.128s 10. Kamui Kobayashi Sauber-Ferrari 1m50.200s 11. Vitaly Petrov Renault 1m50.251s 12. Michael Schumacher Mercedes 1m50.341s 13. Nico Rosberg Mercedes 1m50.382s 14. Jaime Alguersuari Toro Rosso-Ferrari 1m50.682s 15. Nico Hulkenberg Williams-Cosworth 1m50.831s 16. Vitantonio Liuzzi Force India-Mercedes 1m51.520s 17. Sebastien Buemi Toro Rosso-Ferrari 1m51.523s 18. Mark Webber Red Bull-Renault 1m51.636s 19. Heikki Kovalainen Lotus-Cosworth 1m53.480s 20. Jarno Trulli Lotus-Cosworth 1m53.639s 21. Lucas di Grassi Virgin-Cosworth 1m54.325s 22. Bruno Senna HRT-Cosworth 1m55.751s 23. Sakon Yamamoto HRT-Cosworth 1m56.039s 24. Timo Glock Virgin-Cosworth 2m03.179s
Alonso ganharia US$ 38 milhões anuais. Foto: Getty Images
Nas estimativas feitas até agora sobre os salários do pilotos havia um mistério sobre quanto ganhava Fernando Alonso. A Sports Ilustrated apresentou Lewis Hamilton como o mais bem pago, mas o jornalista inglês James Allen, que ajudou a publicação americana, estimava que Fernando Alonso poderia estar ganhando entre US$ 18 milhões e US$ 23 milhões. No caso de estar mais perto do último valor, superaria Hamilton, que ganha US$ 20,2 milhões.
Mas agora o jornal espanhol El Mundo publicou números muito mais elevados, com base no um Business Book GP, que mostra Alonso como o mais bem pago da Fórmula 1, recebendo 30 milhões de euros anuais (US$ 38,4 milhões). A contratação de Alonso pela Ferrari foi garantida pelo banco espanhol Santander, que deve pagar boa parte de seu salário.
O salário de Alonso seria quase o dobro do de Hamilton, estimado em 16 milhões de euros (US$ 20,5 milhões) segundo a matéria do jornal espanhol, que pôs Kimi Raikkonen recebendo o mesmo que Hamilton por conta do acerto com a Ferrari para não correr em nenhuma equipe da Fórmula 1 esse ano. Felipe Massa teria o terceiro maior salário da categoria, com 14 milhões de euros (US$ 18 milhões anuais).
Em relação a Michael Schumacher, James Allen estimou que receberia algo na casa de US$ 15 milhões, mas o El Mundo afirma que o heptacampeão mundial ganha 8 milhões de euros (US$ 10 milhões), atrás ainda de Jenson Button, que receberia 9 milhões de euros (US$ 11,5 milhões).
De acordo com a publicação espanhola, Nico Rosberg receberia o mesmo que Schumacher, e atrás deles viria Robert Kubica, da Renault, com um salário anual de 7,5 milhões de euros (US$ 9,6 milhões). Rubens Barrichello teria o oitavo melhor salário da Fórmula 1, com rendimento anual de 5,5 milhões de euros (US$ 7 milhões).
Enquanto James Allen afirmava que a Red Bull pagava a seus dois pilotos o mesmo salário de US$ 5,4 milhões, o El Mundo diz que Mark Webber recebe esta quantia, mas Sebastian Vettel estaria bem atrás, com "apenas" 2 milhões de euros (US$ 2,5 milhões). Vice-campeão em 2009 e disputando o título desse ano, Vettel ganharia menos que Jarno Trulli, da Lotus (3 milhões de euros = US$ 3,8 milhões), e praticamente o mesmo que Heiki Kovalainen.
Bruno Senna aparece com o menor salário da Fórmula 1, com 150 mil euros (US$ 192 mil), 200 vezes menos que Alonso.
Webber é festejado pela equipe ao conquistar sua quarta vitória no ano, que lhe valeu a liderança do campeonato. Foto: Clive Mason/Getty Images
Um safety car e um drive through para Vettel mudaram a ordem natural do que seria o GP da Hungria, e Mark Webber foi o vencedor, retomando a liderança do Mundial de pilotos. A Fórmula 1 faz uma pausa de três semanas e Webber é o líder merecido dessa primeira fase, com quatro vitórias contra duas de cada um dos pilotos que disputam com ele o título desse ano.
Webber perdeu o segundo lugar que tinha na largada para Fernando Alonso, enquanto Vettel manteve a liderança. Felipe Massa sutentou a quarta posição, e Lewis Hamilton foi ultrapassado por Petrova na largada, mas recuperou a quinta pósição logo na segunda volta.
Com a dificuldade de ultrapassagens em Hungaroring, a classificação tenderia a se manter assim pelo menos até a rodada de troca de pneus. Mas na 15ª volta, o safety car entrou na pista para recolher pedaços de carros, e enquanto todo mundo correu para trocar pneus, Webber se manteve na pista com os supermacios.
Vettel que já ia passando da entrada do pit lane quando surgiu o aviso de safety car, jogou o carro sobre a zebra e conseguiu ser o primeiro a entrar nos boxes. Hamilton ganhou o quarto lugar de Massa na troca, e uma série de incidentes mudou a classificação do quinto lugar para trás.
Ao sair dos boxes após seu pit stop, Kubica atingiu a Force India de Sutil, o que acabou lhe custando um stop and go de 10s, que o tirou da zona de pontuação. Nico Rosberg prdeu o pneu trasieor direito e abandonou.
Depois da confusão toda, a corrida normalizou, mas na 24ª volta, Hamilton abandonou com suspeita de falha no câmbio. Logo em seguida, a direção da prova comunicou que o carro de Vettel estava sob investigação por ter excedido a distância máxima de 10 carros para Webber, enquanto seguiam o safety car. Vettel deixara a distância para que Webber ganhasse vantagem e, quem sabe, voltasse à frente de Alonso após sua parada.
Vettel foi punido com um drive through e voltou em terceiro, atrás de Alonso. A corrida parecia se desenhar a favor da Ferrari, já que Webber teria que parar obrigatoriamente. Só que o australiano se valeu do equilíbrio do carro da Red Bull para ir progresivamente aumentando sua vantagem sobre Alonso até alcançar uma distância de mais de 23 segundos, o que lhe permitiu fazer a troca e voltar na liderança.
Daí até o fim, cada um administrou sua corrida, e Vettel, mesmo mais rápido do que Alonso não conseguiu ultrapassar a Ferrari. Rubens Barrichello, que também não trocou pneus quando o safety car entrou e ficou muito tempo na quinta posição, só parou na volta 56, o que o deixou em 11º lugar.
O brasileiro acabou sendo responsável pela melhor disputa da corrida, partindo para cima de Schumacher e conseguindo a ultrapassagem a quatro voltas do final. Barrichello colocou carro por dentro na reta dos boxes, e Schumacher o espremeu contra o muro do pit lane, por pouco não causando um acidente. A manobra perigosa de Schumacher ficou de ser investigada pelos comissários.
Alonso sabe que sua única chance na Hungria é conseguir ultrapassar Vettel na largada. Foto: Mark Thompson/Getty Images
Fernando Alonso sabe que só tem uma chance de conseguir algo melhor do que o terceiro lugar no GP da Hungria. Conquistar alguma posição na largada ou no máximo na primeira volta, já que ultrapassar em Hungaroring é virtualmente impossível.
Na coletiva após o treino que definiu o grid, o espanhol reconheceu a superioridade da Red Bull e disse que a largada será crucial. "A largada, a primeira curva e a primeira volta representam 60 a 70% do resultado final da corrida", comentou Alonso.
O piloto da Ferrari pode se beneficiar de uma disputa entre os pilotos da Red Bull, que largam na primeira fila. Nas últimas duas coridas, Vettel não aproveitou a pole e se preocupou mais em atacar quem largava em segundo lugar. Na Inglaterra, ele espremeu Vettel contra o muro e na Alemanha fez o mesmo com Alonso. Nasduas vezes, perdeu a liderança e até algumas posições. Se Webber fizer uma boa largada e Vettel tentar contê-lo, Alonso poderá se beneficiar.
Essa é a única hipótese real, já que Vettel considerou o carro "maravilhoso" na Hungria e tem o lado limpo da pista para manter sua posição sem maiores problemas. Webber, que larga a seu lado, também jogará suas cartas na largada e acha que depois da primeira volta a corrida tende a se tornar monótona, já que as chances de ultrapassagens são remotas.
A atitude de Alonso de negar que venceu o GP da Alemanha por conta da ordem da equipe causou ainda mais revolta, e Lauda disse que ele não tem caráter. Foto: Vladimir Rys/Getty Images
A ordem da Ferrari para que Felipe Massa deixasse o companheiro de equipe Fernando Alonso ultrapassá-lo para vencer o GP da Alemanha mereceu condenação geral e até a imprensa espanhola, considerada uma das mais parciais da F1, concordou que a atitude foi desastrosa.
O diário esportivo As escreveu que "Alonso merecia vencer o Grande Prêmio da Alemanha, mas não assim. Domenicali demonstrou seu despreparo ao dar a Massa óbvias ordens de equipe que são proibidas pelo regulamento."
A condescendência do As não foi vista em outros meios que condenaram com palavras duras o episódio de Hockenheim. O Sunday Express, da Inglaterra, chamou Alonso e a Ferrari de "sujos e ladrões trapaceiros", e os jornais suíços foram na mesma linha, dizendo que "há diferentes maneiras de Alonso voltar ao trono, mas que mentir e trapacear não deveria ser uma delas."
Alonso foi hostilizado na entrevista coletiva pós-corrida, quando lhe foi dito que corre o risco de vencer um campeonato sujo, e sua relutância em aceitar que houve ordem da equipe causou revolta. "Eu nunca tinha ouvido um piloto falar tamanha besteira. Ele não tem caráter", afirmou o tricampeão Niki Lauda.
A discussão agora é se o Conselho Mundial da FIA irá punir a Ferrari além da multa aplicada após a prova. O jornal inglês Daily Telegraph afirmou que o Conselho poderia, em tese, desclassificar a Ferrari. "Suspendê-la por algumas corridas é outra possibilidade."
A publicação belga La Libre levantou sérias dúvidas sobre alguma punição. "Teria Jean Todt a ousadia de punir sua ex-equipe por uma prática que ele mesmo aplicou", indagou o La Libre, referindo-se a ordem para que Rubens Barrichello cedesse a liderança do GP da Áustria, de 2002, para Michael Schumacher.
Alonso e a Ferrari continuarão sobre fogo até a reunião do Conselho Mundial, em agosto, e o piloto espanhol só põe mais lenha na fogueira com suas declarações. À imprensa espanhola, Alonso argumentou que "que paga o nosso salário são as equipes, e não a imprensa, e que a Ferrari está levando 43 pontos de volta para a Itália."
Poderia se dizer a Alonso que os mesmos 43 pontos seriam conquistados pela Ferrari sem a ordem de mudança de posições, já que a equipe manteria a dobradinha.
Outro argumento furado de Alonso foi o de que fora o mais rápido na sexta-feira, o segundo na classificação e mais rápido do que Massa na corrida. "Eu não acho que o piloto mais lento venceu essa corrida", afirmou.
Acontece que Alonso sabe muito bem que nem sempre o piloto mais rápido vence. Ele precisa lembrar de uma regrinha básica da Fórmula 1, de que para vencer uma corrida tem que ultrapassar os outros na pista. Fora disso, é armação.
Dennisnão é à toa que "cala boca alonso" entrou nos trending topics mundiais do twitter... até hoje de manha ainda estava lá.. vc encontra reações indignadas dos fãs em todas as redes sociais, orkut, blogs.. ta brabo o negócioPostado às 14:32 do dia 26/07/2010
José CarlosDe fato, ficou feio demais. De ferrarista, passei a torcer contra a Ferrari por causa de sua atitude desleal. Estamos no meio do campeonato.
Por mais que Massa tenha mínimas chances de ser campeão, o Alonso também não é uma máquina de vencer. Na pista, o espanhol estava mais rápido e teria tudo para passar o brasileiro de forma correta e dentro do regulamento.
A Ferrari merece punição severa para aprender a não fazer este tipo de jogo.Postado às 10:42 do dia 26/07/2010
jaimealonso por que nao te calas?!Postado às 10:42 do dia 26/07/2010
Os chefes da Ferrari foram convocados pela direção do GP da Alemanha para explicarem o que aconteceu entre seus dois pilotos na pista, depois que todo mundo viu que Massa deixou Alonso ultrapassá-lo, seguindo ordens da equipe. Algum tipo de punição pode ocorrer, já que o regulamento proiube expressamente o jogo de equipe.
Christian Horner, o chefe da Red Bull, disse não ter dúvida de que o que aconteceu foi orientado pela equipe e acha que alguma providência precisa ser tomada. "Essa foi provavelmente a ordem de equipe mais clara que já vi, especialmente quando você tem a equipe se desculpando com o piloto", disse Horner, que defendeu que a Ferrari tivesse deixado a situação se definir na pista, já que "Massa fez o melhor trabalho e estava na liderança".
O piloto brasileiro afirmou que merecia ter vencido a prova e respondeu indiretamente à pergunta sobre o que achava do comentário pelo rádio de seu engenheiro, Rob Smedley, afirmando que Alonso era mais rápido e se ele tinha entendido a mensagem. "Eu não acho que precise dizer nasa sobre isso."
Fernando Alonso foi questionado sobre a ordem durante a entrevista coletiva e procurou fugir do assunto dizendo que os pilotos são profissionais e devem trabalhar em equipe.
A expressão visivelmente contrariada de Massa no pódio revela como ele recebeu a ordem da Ferrari de entregar a vitória a Alonso. Foto: Andrew Hone/Getty Images
A Ferrari voltou a protagonizar uma grande marmelada na Fórmula 1 ao determinar que Felipe Massa entregasse a liderança do GP da Alemanha a Fernando Alonso, que não tinha conseguido a ultrapassagem na pista. A combinação ficou evidente pela comunicação de rádio entre os boxes e o piloto brasileiro e pela desaceleração clara de Massa para permitir a passagem do companheiro de equipe.
Foi justamente por uma armação de resultado da Ferrari no GP da Austria, de 2002, quando a escuderia obrigou Rubens Barrichello a deixar Michael Schumacher ultrapassá-lo que o jogo de equipe na Fórmula 1 ficou proibido. Com a manobra de hoje, a Ferrari reincidiu no erro e saiu da prova com sua imagem arranhada.
O GP da Alemanha se definiria na largada, quando Sebastian Vettel repetiu o que fizera com Mark Webber, em Silverstone, e espremeu Alonso contra o muro. Felipe Massa se aproveitou da situação e assumiu a liderança, com Alonso em segundo e Vettel em teceiro. Lewis Hamilton ultrapassou Webber para ganhar a quarta posição, e as Williams largaram mal, com Rubens Barrichello e Nico Hulkenberg, que estavam em oitavo e décimo no grid, respectivamente, perdendo três posições cada um.
Depois da rodada de pit stop, a situação era praticamente a mesma nas primeiras posições, apenas com Jenson Button, que foi um dos últimos a parar ganhando a quinta posição de Webber.
Como Massa sempre demora mais a conseguir aquecer os pneus duros, Alonso partiu para o ataque, e se valendo de um retardatário quase conseguiu a ultrapassagem sobre Massa, mas o brasileiro aproveitou a melhor tangência para a curva em seguida e defendeu a liderança.
Pouco depois, Alonso reclamou pelo rádio que aquela situação era ridícula, não ficando claro do que se tratava exatamente, mas já dando a entender que queria a liderança a qualquer custo.
Mesmo andando mais rápido que Massa, Alonso não conseguia uma aproximação que lhe permitisse a ultrapassagem. Na 48ª das 67 voltas, portanto com muita corrida ainda pela frente, o engenheiro de Massa, Rob Smedley, entrou em contato com o brasileiro e falou: "Fernando é mais rápido do que você. Você confirma que entendeu essa mensagem?"
Não era preciso dizer mais nada. Estava na cara que aquilo era uma ordem cifrada para Massa entregar a posição. Na volta seguinte ao comunicado por rádio, Massa deixou Alonso passar, o que ficou claro pela imagem oficial, que registra como Massa sai da curva a meia aceleração para permitir a ultrapassagem. Não bastasse todo o flagrante da combinação, Smedley ainda voltou ao rádio para agradecer a Massa e pedir desculpa.
A corrida terminou assim, e depois que Massa cruzou a linha de chegada em segundo lugar, Smedley ainda tentou agradar o piloto brasileiro, com a frase "Felipe está de volta", mas voltou a agradecer sua conduta, dizendo que ele tinha sido "magnânino". Ao chegar ao parque fechado, Massa mal cumprimentou Alonso, e seu ar de revolta era flagrante no pódio. Massa deu às costas a Alonso quando este lhe jogou champagne e foi comemorar com Vettel, o terceiro colocado.
Hamilton se manteve na liderança, com 157 pontos, seguido por Button, com 143. A dupla da Red Bull tem o mesmo número de pontos, 136, mas o terceiro lugar é de Webber, por ter uma vitória a mais do que Vettel. Alonso subiu para o quarto lugar, com 123 pontos, seguido por Nico Rosberg, com 94, e Robert Kubica, com 89. Massa é o oitavo colocado, com 85 pontos.
AlbertoMuito engraçadinho esse espanhol que nas últimas corridas rodou a baiana com a FIA, acusando-a justamente de manipulação. Agora sobe no pódio com cara de paisagem. Schumacher, há oito anos protagonizou a mesma vergonha e na hora de receber as "glórias" cedeu seu lugar no pódio a Rubinho. Mas descontar toda a frustração nos pilotos não é o caminho. A equipe manchou sua própria imagem e a do esporte. Agora, só podemos lamentar. Postado às 09:50 do dia 26/07/2010
RaquelTava demorando p isso acontecer...Postado às 22:25 do dia 25/07/2010
TatiKDeu muita dó ver a cara do Massa no segundo lugar do pódio!
Como Alonso consegue usufruir de uma vitória assim? E ele é tão orgulhoso que ficava resmungando no rádio, enquanto não conseguia ultrapassar o Felipe: "isso é ridículo!" O Massa não deveria ter se curvado perante aos caprichos da equipe... A Ferrari perdeu uma oportunidade de uma vitória limpa na Alemanha.. Postado às 18:47 do dia 25/07/2010
SergioMassa é o novo Barrichello! Bem que falaram em uma possível cláusula Rubinho no novo contrato dele.Postado às 14:14 do dia 25/07/2010
DennisUm absurdo!! por mais que a equipe tenha seguido uma lógica foi ridículo e escancarado, envergonhando a f1!!Postado às 12:57 do dia 25/07/2010
Vettel sinaliza mais uma pole, a sexta da temporada, ao encostar sua Red Bull no parque fechado de Hockenheim. Foto: Mark Thompson/Getty Images
Tudo parecia se encaminhar para Fernando Alonso conquistar a primeira pole-position da Ferrari na temporada, mas Sebastian Vettel conseguiu arrancar dois milésimos de segunda em sua última volta para superar o espanhol e fazer a festa da torcida alemã.
Alonso dominou praticamente toda a classificação, sendo o mais rápido no Q1 e no Q2, mas com Vettel sempre atrás, à espreita. No treino definitivo para o grid, Alonso estabeleceu a marca a ser batida, mas Vettel conseguiu ser mais rápido para conquistar sua sexta pole na temporada.
De qualquer forma, ficou evidente a evolução da Ferrari, e Felipe Massa fez o terceiro tempo, ficando à frente de Mark Webber. Jenson Button e Lewis Hamilton dividem a terceira fila, com o atual campeão equilibrando um pouco mais a disputa interna nas classificações, que era bem favorável a Hamilton.
Kubica, como sempre, parece ter tirado algo mais do equipamento para fazer o sétimo melhor tempo, e Barrichello foi o oitavo colocado, ainda tendo Nico Rosberg entre ele e Nico Hulkenberg.
A Mercedes, correndo em casa, teve um dia muito difícil. Schumacher mais uma vez não passou do Q2, e Rosberg penou para chegar ao Q3. Terceiro colocado em Silverstone, Rosberg esperava ser ainda melhor em Hockenheim, mas pelo que se viu no treino não será tarefa fácil.
Adrian Sutil, que fez o 14º tempo, vai perder cinco posições no grid por ter trocado a caixa de câmbio, e Vitantonio Liuzzi, seu companheiro na Force India, larga na 22ª posição, depois de bater logo no início do Q1.
Para o brasileiro Lucas di Grassi a sessão também foi terrível, já que sequer conseguiu sair dos boxes por problemas no câmbio.
Os tempos: Pos Piloto Equipe Q1 Q2 Q3 1. Vettel Red Bull 1:15.152 1:14.249 1:13.791 2. Alonso Ferrari 1:14.808 1:14.081 1:13.793 3. Massa Ferrari 1:15.216 1:14.478 1:14.290 4. Webber Red Bull 1:15.334 1:14.340 1:14.347 5. Button McLaren 1:15.823 1:14.716 1:14.427 6. Hamilton McLaren 1:15.505 1:14.488 1:14.566 7. Kubica Renault 1:15.736 1:14.835 1:15.079 8. Barrichello Williams 1:16.398 1:14.698 1:15.109 9. Rosberg Mercedes 1:16.178 1:15.018 1:15.179 10. Hulkenberg Williams 1:16.387 1:14.943 1:15.339 11. Schumacher Mercedes 1:16.084 1:15.026 12. Kobayashi Sauber 1:15.951 1:15.084 13. Petrov Renault 1:16.521 1:15.307 14. Sutil Force India 1:16.220 1:15.467 15. De la Rosa Sauber 1:16.450 1:15.550 16. Alguersuari Toro Rosso 1:16.664 1:15.588 17. Buemi Toro Rosso 1:16.029 1:15.974 18. Trulli Lotus 1:17.583 19. Kovalainen Lotus 1:18.300 20. Glock Virgin 1:18.343 21. Senna HRT 1:18.592 22. Liuzzi Force India 1:18.952 23. Yamamoto HRT 1:19.844 24. Di Grassi Virgin
Alonso acha que vai ser o campeão. Foto: Getty Images
Fernando Alonso é um cara muito autoconfiante ou então sabe blefar muito bem. Mesmo sem pontuar na Inglaterra e 47 pontos atrás de Lewis Hamilton, ele disse que o desempenho do carro o deixou mais convencido de que será o campeão mundial desse ano.
A tarefa não é de todo impossível, já que 225 pontos ainda estão em jogo, mas os últimos resultados não têm sido muito favoráveis a Alonso. Depois de sua vitória na prova de abertura, no Bahrein, ele já viu Mark Webber vencer três vezes, e Hamilton, Jenson Button e Sebastian Vettel duas vezes cada um. Encerrada a primeira metade da temporada, o título mundial parece uma questão entre McLaren e Red Bull, mas Alonso não quer limitar essa disputa a um duelo.
Embora não tenha pontuado nas duas últimas corridas, Alonso está confiante no ritmo que a Ferrari é capaz de imprimir e acha que irá vencer o campeonato. O espanhol tem se mostrado meio nervoso nas últimas provas, criticando os comissários em Valência e reclamando excessivamente de outros pilotos nos treinos em Silverstone, mas muita gente acredita que isso é sinal de sua vontade de vencer.
A Ferrari evoluiu mais que a McLaren na eficiência do uso do sistema de exaustão mais baixo, mas precisa de bons resultados com urgência. Mesmo que Alonso vença muitas provas a partir de agora, ele teria que contar com a falta de pontos das duplas da McLaren e da Red Bull, o que não é muito provável.
A autoconfiança de Alonso é um excelente estímulo para a Ferrari, mas a equipe precisa de um bom resultado em Hockenheim para continuar no páreo.
Será assim o pódio amanhã? Alonso foi quem mais se aproximou da Red Bull, mesmo assim, ficou a oito décimos da pole de Vettel. Foto: Mark Thompson/Getty Images
A McLaren levou um pacote de novidades para Silverstone, a Ferrari finalmente pode sentir sua evolução após a frustrada corrida de Valência, mas foi a Red Bull quem dominou a cena no renovado circuito inglês, massacrando os adversários.
Sebastian Vettel larga na pole, tendo Mark Webber a seu lado, e a dupla da Red Bull dominou totalmente o treino, colocando oito décimos de segundo sobre Fernando Alonso, o terceiro colocado, o que é uma enormidade em termos de Fórmula 1.
Vettel foi o mais rápido no Q1, Webber, no Q2, e Vettel garantiu a pole no Q3, quando os pilotos da Red Bull foram os únicos a aandar abaixo de 1 minuto e 30. Esta foi a nona pole-position da Red Bull em 10 etapas.
Alonso mostrou que a Ferrari realmente evoluiu e podia até melhorado um pouco seu tempo se não tivesse encontrado Barrichello mais lento em sua última volta no Q3. Massa não conseguiu acompanhar o ritmo do espanhol e ficou na sétima posição.
A McLaren foi a grande decepção do dia. A equipe líder do campeonato queria fazer uma exibição de gala em casa, mas as mudanças que levou para Silverstone não funcionaram. O sistema de exaustão mais baixo, a la Red Bull, foi abandonado após o treino de sexta-feira, e Hamilton ainda conseguiu um honroso quarto lugar. Mas Button se queixou muito de falta de aderência e de equilíbrio e nem chegou ao Q3. Vai largar em 14º lugar, seu pior resultado em classificação no ano.
A Mercedes colocou seus dois carros entre os 10 primeiros, mas com uma diferença significativa entre os pilotos. Enquanto Rosberg foi o quinto mais rápido, Schumacher vai largar cinco posições atrás do companheiro de equipe.
Kubica, como sempre, se garantiu entre os 10, largando na sexta posição, e Barrichello também fez um excelente treino, garantindo o oitavo lugar do grid. O penetra do top 10 foi Pedro de La Rosa, que fez seu melhor treino na temporada e larga na nona posição.
Os tempos: Pos Piloto Equipe Q1 Q2 Q3 1. Vettel Red Bull 1:30.841 1:30.480 1:29.615 2. Webber Red Bull 1:30.858 1:30.114 1:29.758 3. Alonso Ferrari 1:30.997 1:30.700 1:30.426 4. Hamilton McLaren 1:31.297 1:31.118 1:30.556 5. Rosberg Mercedes 1:31.626 1:31.085 1:30.625 6. Kubica Renault 1:31.680 1:31.344 1:31.040 7. Massa Ferrari 1:31.313 1:31.010 1:31.172 8. Barrichello Williams 1:31.424 1:31.126 1:31.175 9. De la Rosa Sauber 1:31.533 1:31.327 1:31.274 10. Schumacher Mercedes 1:32.058 1:31.022 1:31.430 11. Sutil Force India 1:31.109 1:31.399 12. Kobayashi Sauber 1:31.851 1:31.421 13. Hulkenberg Williams 1:32.144 1:31.635 14. Button McLaren 1:31.435 1:31.699 15. Liuzzi Force India1:32.226 1:31.708 16. Petrov Renault 1:31.638 1:31.796 17. Buemi Toro Rosso 1:31.901 1:32.012 18. Alguersuari Toro Rosso 1:32.430 19. Kovalainen Lotus 1:34.405 20. Glock Virgin 1:34.775 21. Trulli Lotus 1:34.864 22. Di Grassi Virgin 1:35.212 23. Chandhok HRT 1:36.576 24. Yamamoto HRT 1:36.968
Os testes entre corridas estão proibidos na Fórmula 1, mas a Ferrari aproveitou uma sessão de filmagens promocionais na última sexta-feira para levar à pista o carro com todas as especificações com que correrá em Valência.
Como se sabe, a Ferrari leva um super desenvolvimento para Valência, com diversas mudanças na parte traseira do carro, incluindo um sisterma de escapamento mais baixo, similar ao da Red Bull. Os escapamentos mais baixos canalizam ar através do difusor duplo melhorando a pressão aerodinâmica.
Fernando Alonso passou a sexta-feira em Fiorano, e no final da tarde andou com o que vem sendo chamado de F10-B. Uma breve imagem de Alonso guiando caiu no YouTube. A Ferrari afirmou em comunicado oficial que "é preciso aproveitar qualquer oportunidade nessa época de proibição de testes".
Alonso não vê melhoras desde GP da China. Foto: Getty Images
Já tínhamos comentado aqui que a Ferrari parecia meio perdida no desenvolvimento do F10, e Fernando Alonso traçou um panorama sombrio do atual estágio da equipe ao afirmar que o carro não mudou desde o GP da China, quarta etapa do campeonato, em 18 de abril.
Numa categoria em que as evoluções são constantes. ficar quase dois meses parado não é coisa para uma equipe de ponta, como a Ferrari. Segundo Alonso, à exceção da asa-duto, que não trouxe as vantagens esperadas, nada de novo aconteceu no carro. "À exceção do Bahrein, nós temos apenas nos defendido e não atacado."
Felipe Massa também já tinha manifestado preocupação com a falta de competititividade do carro, e a Ferrari sinaliza repetir o desastre do ano passado, quando ficou distante dos melhores carros do grid e fora da disputa pelo título mundial.
A esperança da Ferrari está nas mudanças que levará para o GP da Europa, em Valência, no fim de junho, que Alonso chamou de "avançada especificação B". Mas o ganho terá que ser extraordinário, já que a distância da Ferrari para Red Bull e Mercedes é brutal. Após o GP da Turquia, o próprio Alonso estimou a desvantagem entre seis e oito décimos.
Alonso acha que nem com evolução prometida para Valência, Ferrari alcança Red Bull e McLaren. Foto: Getty Images
Enquanto a McLaren deu um grande salto evolutivo, a ponto de Jenson Button afirmar que ele e Hamilton eram mais rápidos que a Red Bull na Turquia, a Ferrari ficou para trás. O desempenho da escuderia italiana no seu 800º grande prêmio foi decepcionante e o tempo começa a ficar curto para uma recuperação.
A equipe vai levar algo mais para melhorar a pressão aerodinâmica no Canadá, mas promete um pacote mais significativo no GP da Europa, em Valência, que poderá ser um momento decisivo para saber suas reais condiçlões de ainda lutar pelo título desse ano.
As novidades incluiriam um completo redesenho da parte traseira do carro e do sistema de exaustão para chegar mais perto das outras equipes de ponta. Na Turquia, a Ferrari fiocou atrás não apenas da Red Bull e da McLaren, mas também da Mercedes e da Renault.
Fernando Alonso acha que a Ferrari ainda está em condições de lutar pelo título, mas não se mostrou muito empolgado com as mudanças que a equipe promete para o carro. "Nós não sabemos quanto tempo isso (reduzir a diferença) vai levar, mas a verdade é que estamos quase oito décimos atrás da Red Bull e a seis ou sete décimos da McLaren. E esses desenvolvimentos (para Valência) não vão nos dar isso tudo."
A possibilidade de que a Ferrari desista do carro de 2010 caso o progresso em Valência não seja significativo foi descartada pelo chefe da equipe, Stefano Domenicali. "Nós vamos continuar trabalhando no desenvolvimento do F1o até o fim da temporada."
IuryFerrou pro time vermelho. Alonso precisar corrigir seus erros e Massa precisa pisar um pouco mais forte no aceleradorPostado às 08:54 do dia 02/06/2010
Alonso não passou do Q2 e larga na 12ª posição, no lado sujo da pista, justamente quando a Ferrari celebra 800 grandes prêmios na Fórmula 1. Foto: Malcolm Griffiths/Getty Images
Na sua busca desesperada de alcançar os carros de ponta, o que definitivamente não é a situação da Ferrari no momento, Fernando Alonso voltou a errar e mais uma vez larga em situação difícil para uma corrida.
Em Mônaco, o espanhol bateu no treino e teve que largar do pit lane, na última posição. Na Turquia, sai em 12º lugar, no lado sujo da pista, o que pode comprometer uma corrida de recuperação.
Segundo Alonso, a Ferrari treinou largadas do lado limpo e sujo da pista e constatou que há a diferença de uma posição quando se sai no lado sujo. Então, em tese, Alonso ainda cai para 13º na largada, a não ser que Sutil, a seu lado, cometa algum erro.
Depois de ser eliminado no Q2, Alonso se disse surpreso com a falta de velocidade do carro, o que verificou desde o Q3, quando a Ferrari ficou em nono e décimo lugares. Massa ainda conseguiiu ir até o Q1, mas Alonso errou na freada para a parte final do circuito e deu adeus no Q2.
Alonso foi bem crítico após o treino e disse que a 12ª posição não se deve a nada de extraordinário. "Nós estamos atrás porque merecemos. Nós estamos atrás de Red Bull, McLaren, Renault e Mercedes no momento", afirmou.
A Ferrari não contava festejar os seus 800 grandes prêmios com um diagnótico tão contundente de um de seus pilotos.
Nelson TavaresSinceramente, depois que Alonso fez aquela com Massa, ele merece que dê tudo errado com ele. Faltou profissionalismo e espírito de equipe. Desse jeito a Ferrari realmente ficar atrás. Postado às 13:11 do dia 30/05/2010
As 32 ultrapassagens de Hamilton em quatro corridas incomodam muita gente e aumentam as pressões a uma punição contra o piloto da McLaren. Foto: Mark Thompson/Getty Images
Quando Ayrton Senna chegou à Fórmula, ainda de modo errático, mas já revelando sua velocidade e pinta de campeão, vários pilotos já estabelecidos questionaram sua maneira de pilotar e pediram punições.
Essa história me veio à memória agora por conta de situação semelhante que percebo em relação a Lewis Hamilton, o piloto sensação da temporada. A diferença é que o inglês já chegou à F1 dando as cartas, quase foi campeão logo no ano de estréia e já tem um título mundial.
Senna não teve um carro tão bom como de Hamilton nos seus primeiros anos, mas assim que teve um equipamento vencedor nas mãos foi campeão mundial, abalando o establishment, formado por Prost, Piquet e Mansell, entre outros.
Acho que Hamilton tem cometido alguns excessos - a manobra contra Petrov na Malásia pedia punição mais severa -, mas ele está garantindo o show que todos esperam na Fórmula 1. Foram 32 ultrapassagens em 4 corridas, o que não se via há muito tempo.
Fernando Alonso, que teve um embate sem tréguas com Hamilton quando estiveram juntos na McLaren, em 2007, acha que a próxima manobra polêmica de Hamilton será punida.
Incitado pela imprensa espanhola que quer ver o circo pegar fogo, Alonso descartou que Hamilton tenha privilégios junto aos comissários da F1, mas disse que as decisões contra o inglês foram inconsistentes, porque em outros tempos elas seriam passíveis de punição.
Hamilton recebeu uma bandeira de advertância na Malásia por zanzar com seu carro em frente a Petrov na reta, e foi repreendido por disputar posição com Vettel no pit lane.
"Lewis recebeu algumas advertências e se ele fizer alguma coisa na próxima corrida, mesmo que pequena, haverá punição por causa das duas últimas corridas", dissse Alonso.
Isso será uma constatação ou um desejo de Alonso, que com a declaração já põe pressão sobre os comissários na corrida que disputará em casa.
LeoTenho q dar o braço a torcer, o Alonso tá certo. Certo em falar o que falou, certo em fazer a pressão e certo em pedir que na próxima corrida, se rolar outra polêmica do Hamilton, que ele seja punido, pq aío já passou dos limites. Postado às 17:43 do dia 28/04/2010
Pedro Lima Goesprivilégios nao tem nao, mas que uma pressão ele faz, ah isso ele fazPostado às 17:37 do dia 28/04/2010
Carlos Paes32 ultrapassagens em 4 gps! Acho que pela idade dele tb, as pressões para punir ou dar uma segurada no desempenho dele são reais msm, por parte dos pilotos mais velhos...Postado às 10:55 do dia 28/04/2010
Alonso afirma estar emocionado em despedir-se da Renault. Foto: Getty Images
Faltando apenas uma etapa para o fim da temporada 2009, o bicampeão Fernando Alonso prepara-se para trocar a Renault pela Ferrari, onde pretende encerrar sua carreira. O piloto espanhol adimitiu ao site da revista Autosport que o fim de semana em Abu Dhabi será de grande emoção por despedir-se da escuderia francesa.
"Será uma corrida emocionante pois levo grandes recordações graças a este time e estou deixando para trás muitos amigos", afirmou. "Eu adoraria encerrar a temporada e minha passagem pela Renault com um bom resultado".
Alonso conquistou seus dois títulos mundiais pela Renault, nas temporadas de 2005 e 2006. Após sua breve e conturbada passagem pela McLaren em 2007, o piloto retornou è equipe francesa, sendo anunciado, em setembro deste ano, como novo piloto da Ferrari.
"A Renault é uma das maiores equipes da Fórmula 1 e estou animado em poder disputar contra eles nos próximos anos", acrescentou.
Alonso gostaria de repetir Schumacher. Foto: Getty Images
Fernando Alonso disse em Suzuka que pretende encerrar sua carreira na Ferrari, que a Ferrari é mais que uma equipe e que trocar a Ferrari por outra escuderia é um passo atrás na carreira de qualquer piloto. As declarações de amor são naturais nesta fase de lua de mel, que piloto e equipe esperam que seja longa.
Mas o que me pareceu mais sensato das declarações de Alonso foi dito em uma entrevista conduzida pela Renault, quando perguntado se gostaria de encerrar sua carreira ganhando um título mundial. Com lucidez, o piloto espanhol respondeu que "quando você ganha e tudo vai bem, você vive a tentação de continuar por mais um ano e repetir isso, sem realizar que a conquista de um título é algo muito complicado.".
Alonso acrescentou que é por essa razão que se ele tiver a sorte de vencer outro título seria o perfeito momento para parar. Isso não significa que Alonso encerraria sua carreira se fosse campeão logo em seu primeiro ano na Ferrari, mas o piloto tem consciência que ganhar um título depende de uma série de fatores e que essa conquista precisa ser valorizada.
A mudança de Alonso para a Ferrari é muito comparada a de Schumacher, quando trocou a Benetton pela escuderia italiana e com ela conquistou muitas vitórias e cinco títulos mundiais consecutivos. Alonso não nega que gostaria de se igualar a Schumacher, mas reconhece que a tarefa é duríssima. "Eu gostaria de fazer o mesmo que Michael, vencendo muitos campeonatos, mas isso será muito difícil."
Fernando Alonso e a Ferrari confirmaram que os entendimentos iniciais entre as partes, feitos no verão europeu, eram para uma transferência do piloto em 2011, quando terminariam os contratos de Kimi Raikkonen e Felipe Massa.
Segundo disse Alonso em seu site, a situação mudou nos últimos dias e "nós decidimos antecipar minha chegada a Maranello em um ano". Stefano Domenicali, chefe da Ferrari, confirmou a história. "Começamos a conversar com Fernando sobre uma possível mudança em 2011, mas surgiram as condições de antecipar nosso relacionamento e preferimos aproveitar a oportunidade.
Nenhuma das partes falou sobre que mudança foi essa no cenário, e a única dedução possível nos remete à entrada do Santander como patrocinador da Ferrari. Para o banco espanhol, ter Alonso na equipe é a melhor estratégia de marketing, e ele teria aberto os cofres para viabilizar a operação.
A rescisão do contrato de Raikkonen incluía somas vultosas e o jornal espanhol El Pais acredita que o finlandês receberá 45 milhões de euros para deixar a Ferrari antes do tempo. A Ferrari não fez referência à rescisão de Raikkonen, mas negou que os números divulgados sobre o contrato de Alonso sejam verdadeiros.
A mídia espanhola falou que Alonso ganharia 25 milhões de euros por temporada, e que ainda teria uma opção por mais três anos na Ferrari, que lhe dariam um total de 150 milhões de euros.
"Os números falados não tem absolutamente nada a ver com a realidade. É fácil escrever números, esquecendo que o mundo mudou recentemente", disse a Ferrari em seu site oficial, referindo-se à recente crise financeira global,
A Ferrari também negou que Alonso esteja levando com ele engenheiros de sua preferência, "como se não houvesse profissionais em Maranello capazes de planejar e gerenciar carros e pilotos vitoriosos."
A se confirmar essa informação, ela é positiva para Felipe Massa, que teria uma sinalização de tratamento igual na equipe. Se Alonso já chegasse mandando em Maranello, ia ficar esquisito para o brasileiro.
Massa e Alonso são pilotos velozes e dispostos a correr riscos. Resta saber até quando irá durar essa relação fraterna. Foto: Mark Thompson/Getty Images
Com a confirmação de Alonso, resta saber se a Ferrari terá um bom carro em 2010. O F60 foi um carro difícil de guiar - Badoer e Fisichella que o digam -, e a Ferrari abandonou seu desenvolvimento para se concentrar no próximo modelo. A decisão terá se mostrado acertada se Alonso e Massa tiverem um foguete nas mãos.
A dupla da Ferrari unirá experiência, velocidade e vontade de vencer. Fernando Alonso ainda é o melhor piloto no grid e quer voltar a ter a chance de disputar um título mundial. Com um carro vencedor, pode até repetir Schumacher.
Felipe Massa, por sua vez, quer chegar ao primeiro título, que seria seu por merecimento ano passado, mas acabou lhe escapando das mãos por questões alheias a sua vontade e competência.
Os dois pilotos são rápidos e dispostos a correr riscos. Se a Ferrari administrar bem os conflitos que costumam surgir em duplas tão competitivas poderá viver anos gloriosos.
Antes mesmo do previsto, a Ferrari confirmou que Fernando Alonso será seu piloto nos próximos três anos, em dupla com Felipe Massa. Giancarlo Fisichella será o terceiro piloto da equipe.
"Estamos muito orgulhoso de dar as boas vindas a outro piloto vencedor, que tem demonstrado o seu incrível talento, vencendo dois campeonato mundiais em sua carreira até agora", disse o chefe da Ferrari, Stefano Domenicali.
Nas despedidas oficais, Domenicali agardeceu a contribuição de Kimi Raikkonen, que deixa a Ferrari após três anos e um título mundial em 2007. O finlandês disse que de comum acordo, ele e a Ferrari decidiram antecipar o fim do contrato previsto para 2010.
Kimi deve rumar para a McLaren, que será a maior adversária da Ferrari em 2010 e a única com uma dupla de pilotos capaz de rivalizar com os ferraristas.
GabrielBoa dupla a da McLaren. Um piloto frio e um arrojado. Já a Ferrari, acho que vai ter problemas com Alonso, caso queira privilegiar Massa, como em 2008.Postado às 08:12 do dia 01/10/2009
Quem será o companheiro de Massa em 2010? A Ferrari promete uma decisão para breve. Foto: Clive Mason/Getty Images
O presidente da Ferrari, Luca di Montezmolo, disse a jornalistas em um evento hoje, em Florença, que está entre o finlandês Kimi Raikkonen e o espanhol Fernando Alonso como companheiro de Felipe Massa na escuderia, em 2010.
A declaração de Montezemolo deixou claro que o único titular da equipe ano que vem é o piloto brasileiro. "Um piloto espanhol ou finlandês? Vamos tomar uma decisão em poucas semanas", disse o presidente da Ferrari, segundo o jornal italiano La Stampa.
"O que é certo", acrescentou, "é que nós teremos um piloto brasileiro, que merece outra chance, porque graças a Deus ele está bem agora."
Raikkonen chegou a ser considerado carta fora do baralho por sua fraca atuação na primeira metade da temporada e por um aparente desinteresse em continuar na Fórmula 1. Mas o piloto finlandês se recuperou a partir do acidente de Massa e vem pontuando com constância, o que complica a decisão da Ferrari.
O contrato com Raikkonen vai até o fim de 2010, e se decidir trocá-lo por Alonso, a Ferrari terá que negociar sua saída, o que não é nenhum mistério para a mais poderosa equipe da Fórmula 1.
O tricampeão mundial de Fórmula 1, Nelson Piquet, pai de Nelsinho Piquet, que bateu propositalmente seu carro no GP de Cingapura do ano passado, segundo ele por ordens da Renault, disse aos comissário da FIA, de acordo com o jornal espanhol Diario Sport, que Fernando Alonso sabia tudo sobre a armação do acidente.
"Alonso não podia ignorar isso. Se você é 15º no grid num circuito de rua, não tem jeito de largar com pouco combustível. No máximo você passaria três carros, e após sua última parada estaria no mesmo lugar. É uma estrategia sem sentido", disse Piquet aos investigadores.
Alonso largou na 15ª posição e fez seu pit stop logo na 12ª volta. Duas voltas depois, Nelsinho Piquet provocou o acidente que levou à entrada do safety car. Alonso, que já reabastecera, foi beneficiado e acabou ganhando a corrida.
O diário espanhol também ouviu Bernie Ecclestone. O poderoso chefão da F 1 disse o seguinte: "Nelson me disse que vai fazer tudo o que puder para destruir Briatore."
Bernie tenta colocar a questão no campo pessoal, que efetivamente existe, mas a declaração de Piquet faz todo o sentido. É realmente estranho um piloto sair com o tanque tão vazio numa corrida de rua, onde as ultrapassagens são praticamente impossíveis. Esta história ainda vai gerar muita polêmica até o julgamento do próximo dia 21.
Um porta-voz da FIA confirmou à Autosport que está em curso uma investigação sobre um evento relacionado ao campeonato da Fórmula 1 de 2008. Mesmo sem nomear o episódio, tudo aponta para uma suposta armação da Renault no Grande Prêmio de Cingapura, vencido por Fernando Alonso. Naquele GP, Alonso assumiu a liderança logo após um pit stop, beneficiado pela entrada na pista do safety car em virtude de acidente com Nelsinho Piquet, seu companheiro na Renault. O acidente de Piquet gerou teorias conspiratórias, já que ele rodara praticamente no mesmo lugar, na volta de apresentação, o que foi interpretado como um treinamento para o acidente real que aconteceria depois. O piloto brasileiro disse à época que o erro foi seu, mas tudo sugere que novas evidências foram encontradas, o que levou a FIA a abrir investigação. Seria muito estranho uma equipe ordenar que seu piloto batesse de propósito para beneficiar o outro, até porque as consequências de um acidente são imponderáveis. Também seria esquisito um piloto aceitar uma ordem como essa, o que implicaria em se tornar cúmplice da falcatrua. Seja o que for, a história volta a jogar lama na F1, que em 2007 já enfrentara o caso de espionagem da McLaren, flagrada com dados técnicos da Ferrari.
RaquelNossa, q vexame!! :( Espero que não seja verdade.... de qualquer forma, tem que ser mesmo investigado!!Postado às 11:34 do dia 31/08/2009
Jorge PiresQue papelão hein... Vergonha para os PiquetsPostado às 08:35 do dia 31/08/2009
GabrielEssa investigação pode sepultar carreiras. Terminar com a do Briatore e limar chances do Nelsinho de tentar mostrar serviço na F1.Postado às 08:34 do dia 31/08/2009
Alguém imagina uma corrida na Espanha sem a presença de Fernando Alonso?
A Renault está suspensa do Grande Prêmio da Europa, dia 23 de agosto, em Valência, por ter deixado Fernando Alonso sair dos boxes com a roda dianteira direita não fixada adequadamente. Os comissários da FIA consideraram que a Renault foi negligente.
A punição me parece excessiva. O que aconteceu foi um acidente, típico de pit stops. Quem nunca viu um pneu se soltar após uma parada nos boxes por erro dos mecânicos? Se a Renault soubesse que a roda não estava bem presa não teria deixado Alonso sair. Afinal, ele liderava a corrida e o problema acabou com suas chances.
Acho que a FIA agiu com rigor excessivo por conta dos recentes acidentes com John Surtees, na Fórmula 2, e com Felipe Massa. Os dois foram vítimas de objetos que se desprenderam de outros carros. Mas esses dois acidentes foram involuntários e ninguém pode ser responsabilizado por eles.
A Renault vai recorrer e duvido que a suspensão seja mantida. Ou alguém imagina uma corrida na Espanha sem a presença de Fernando Alonso?
Jornalista, acompanha profissionalmente o automobilismo desde o início dos anos 1980. Foi correspondente do Jornal do Brasil e da Agência Estado, de 1989 a 1992, sediado em Londres, cobrindo toda a temporada da Fórmula 1.
Gabriel Schmidt
Jornalista, fanático por automobilismo e caçador de novidades. Acompanha profissionalmente o automobilismo e o mercado desde 2008.