Sexta-feira, 21 de maio de 2010 | 11:42
Os preferidos do comendador

Enzo Ferrari considerava Villeneuve como um filho. Nenhum outro piloto ficava tão à vontade diante da figura mítica do comendador.
No dia 21 de maio de 1950, há exatos 60 anos, a Ferrari fazia sua estréia na Fórmula 1, com o segundo lugar de Alberto Ascari, em Mônaco. De lá para cá, a escuderia se tornou um mito e conquistou 15 títulos mundiais de pilotos e 16 de construtores. Correr pela Ferrari é o sonho de qualquer piloto, e enquanto viveu, Enzo Ferrari, que fundou a escuderia em 1929, teve seus favoritos.
O comendador, que morreu em 1988, aos 90 anos, não conheceu Michael Schumacher, que se tornou o mais bem sucedido piloto da escuderia, com cinco títulos mundiais e 72 vitórias nos carros vermelhos. Mas foram poucos os pilotos a vencerem alguma corrida com seus carros que escaparam da análise crítica de Enzo Ferrari.
O preferido do comendador jamais conquistou um título mundial e venceu apenas seis grandes prêmios nos cinco anos e duas corridas em que defendeu a escuderia italiana. Considerado como um filho, Gilles Villeneuve encantou Enzo Ferrari, assim como à fanática torcida italiana. O comendador sempre colocou seus carros à frente dos pilotos, mas em relação a Villeneuve, a quem classificou de campeão da combatividade, reconheceu a notoriedade que o canadense garantiu à Ferrari.
A relação de Enzo Ferrari não foi cordial assim com vários outros ferraristas, inclusive com campeões mundiais. Sobre Juan Manuel Fangio, campeão mundial com a Ferrari em 1956, o comendador disse se tratar de um extraordinário piloto com uma curiosa mania de perseguição. Enzo Ferrari não engoliu um livro de memórias de Fangio, no qual o argentino acusou a equipe de traição e sabotagem no ano em que passou lá. Fangio atribuiu o que teria sofrido ao próprio Enzo Ferrari. Em seu livro, "Piloti che gente", o comendador rebateu cada uma das acusações de Fangio, mas passado algum tempo esteve com o piloto argentino algumas vezes, inclusive nos festejos do 40º aniversário da Ferrari.
A relação entre Ferrari e Lauda também não foi das mais tranqüilas. Bicampeão mundial pela equipe, em 1975 e 1977, só não tendo vencido o campeonato de 1976 pelo pavoroso acidente sofrido em Nurburgring, Lauda impressionou Ferrari por sua capacidade de acerto dos carros e pela segurança e determinação nas corridas. Depois dos dois títulos, deixa a Ferrari, e em 1979, quando Jody Scheckter conquista o título mundial pela escuderia italiana, envia felicitações a Enzo, que lhe responde com a seguinte mensagem: "Caro Niki, obrigado por seu telex que me causou uma amarga reflexão: se Lauda tivesse ficado na Ferrari já poderia ter igualado o recorde de Fangio". Mas o que parecia uma relação cordial já tinha terminado com uma séria discussão entre os dois no escritório de Enzo Ferrari em Maranello, e Lauda o classificou posteriormente de ditador.
Ao contrário de Fangio, Enzo Ferrari teve um bom relacionamento com o também argentino Froilan Gonzalez, responsável pela primeira vitória da Ferrari na F1, em 1951. Segundo Ferrari, Gonzalez era o oposto de Ascari. Quando estava na liderança, perdia o ritmo até ser facilmente superado. Quando seguia alguém, era um demolidor de adversários. Ferrari o inclui na lista dos gentlemen e não esquece a satisfação proporcionada pela vitória em Silverstone, em 1951, e nas 24 Horas de Le Mans, de 1954, em dupla com Maurice Trintignant.
Um dos três pilotos americanos que passou pela Ferrari - nessa lista não se inclui Mario Andretti, que Enzo Ferrari considerava italiano - Phil Hill foi campeão em 1961. Ferrari o considerava melhor piloto em carros esporte e a colaboração entre os dois foi longa, com vitórias na F1 e nas 24 Horas de Le Mans.
Em relação a John Surtees, campeão em 1964, Enzo Ferrari o admirava como ex-campeão de motociclismo, com seu conhecimento mecânico e senso de competição. Surtees acabou deixando a Ferrari em 1966 por problemas com a equipe, ano em que Enzo acreditava que ele poderia ter conquistado seu segundo título mundial.
Enzo Ferrari foi um grande admirador de Jacky Ickx, outro que não conseguiu um título mundial, mas venceu seis corridas pela escuderia. Impressionava o comendador a tocada fina do piloto belga e sua coragem sob chuva.
Encerro esse quilométrico post com a capacidade de Enzo Ferrari de diagnosticar futuros campeões. Antes que Ayrton Senna conquistasse seu primeiro título, o classificou de "estrela de primeira grandeza" e previu: "À coragem, une um talento técnico que está aprimorando e que deve levá-lo muito longe."
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HessEnzo Ferrari ia ficar de boca aberta com a carreira de Schumacher na Ferrari, não tenho dúvidas que seriam grandes amigos, fica bem claro que Enzo perseguia os 5 títulos de Fangio, outros pilotos foram grandes mas erravam muito na condução do carro ou eram fracos em desenvolver equipamento. Esse "talento técnico que está aprimorando" que Enzo fala sobre Senna é com relação a pilotagem, Senna errava muito, jogou várias vitórias fora liderando sozinho um GP, já na parte técnica para desenvolver carro Senna era fraco, nunca conseguiu "erguer" uma equipe e ser campeão, quando via que o carro não ia o levar ao título ele mudava de equipe, na Williams Senna passou enorme APERTO, pois o carro era muito nervoso, foi correndo telefonar ao Prost, curiosamente D.Hill esquecido na equipe nunca reclamou do carro! O estilo de pilotagem de Senna realmente não se adaptou ao e como era farco em desenvolver equipamento sempre dependia dos outros, sem Prost ao lado tudo era difícil a Senna.Postado às 07:52 do dia 24/05/2010 rojaumVilleneuve, se pudesse, me daria uma porrada na cara agora por causa desse comentário... é inegável que ele está a cara do nelson piquet nessa foto...Postado às 22:05 do dia 22/05/2010 Reporteres da F1Muito legal o texto sobre a Ferrari. Abraços. Acesse: www.reporteresdaf1.wordpress.comPostado às 17:46 do dia 21/05/2010 Rodrigo10sou ferrari desde pequenininho,sou apaixonado pela escuderia, FORZA ferrari!Postado às 13:10 do dia 21/05/2010 | Comentar este post
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Domingo, 19 de julho de 2009 | 19:33
Morre filho de Surtees
Falamos hoje de capacetes e o filho de John Surtees, Henry, 18 anos, morreu após ser atingido na cabeça pela roda de um outro carro em uma corrida de Fórmula 2, em Brands Hatch. Henry Surtees chegou a ser levado para o hospital, mas não resistiu. John Surtees foi campeão mundial de motociclismo e de Fórmula 1, em 1964, pela Ferrari. Depois montou sua própria equipe, pela qual José Carlos Pace correu em 1973 e 1974.
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Mair Rodrigo, pelo tipo de acidente seria difícil uma proteção. Os capacetes hoje em dia são super resistentes, mas a pancada de uma roda voando é de difícil absorção, para dizer o mínimo. O Rafael falou dos cabos que seguram as rodas na F1. Talvez isso entre em debate após a morte do Surtees.Postado às 18:14 do dia 22/07/2009 RodrigoÉ após varios posts sobre o "elmo" dos pilotos, um infelizmente morre com uma pancada na cabeça. O que quer dizer?? Os capacetes não são eficientes?? Existiria alguma proteção mais segura e eficaz??Postado às 02:23 do dia 22/07/2009 Rafael SoaresEssa foi mais uma fatalidade q poderia ter sido evitada..nos carros da F1 existem cabos q seguram as rodas...o msm não acontece com os carros da F2........triste, brother!!!Postado às 17:02 do dia 21/07/2009 | Comentar este post
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