Quarta-feira, 28 de julho de 2010 | 10:22
Multa para Ferrari não vale nada

Para uma equipe como a Ferrari, US$ 100 mil são irrisórios. O que sai do episódio da Alemanha é o debate sobre as ordens de equipe. Foto: Mark Thompson/Getty Images
A multa de US$ 100 mil para a Ferrari por ter ordenado a Massa entregar a liderança do GP da Alemanha para Alonso não tem a menor relevância e não evita a repetição do desrespeito às regras e ao público, afirmaram ex-pilotos.
Niki Lauda defendeu que uma pena maior seja aplicada pelo Conselho Mundial da FIA, pois com o orçamentos que as equipes de Fórmula 1 têm o valor da multa não significa nada.
"Se você imagina que eles compraram o Campeonato Mundial por isso, é a maior piada de todos", disse Lauda em entrevista à RTL.
O suíço Marc Surer também defendeu uma atitude mais forte do Conselho Mundial e ironizou o valor da multa. "Se as equipes sabem que uma ordem custa US$ 100 mil, eles já vão prepárar o cheque para a próxima corrida".
Mas o dirigente do automobilismo espanhol Carlos Gracia disse que apesar da ordem a Felipe Massa ser óbvia, a Ferrari já pagou pelo seu erro e nada vai acontecer na reunião do Conselho Mundial da FIA. "Você não pode ser punido duas vezes pelo mesmo erro", afirmou.
Tudo leva a crer que a punição à Ferrari morrerá mesmo na multa, e o debate que se seguirá sobre a efetividade ou não da proibição de ordens de equipe. O dirigente espanhol disse que pressionará a FIA a leglizar as ordens de equipe, posição defendida também por Ross Brawn, da Mercedes.
Brawn, que era o principal estrategista da Ferrari quando a equipe mandou Barrichello entregar a vitória do GP da Áustria de 2002 a Schumacher, acha que a regra da FIA não é realista, e que é preciso encontrar uma solução que mantenha a integridade do esporte.
"Se um dos nossos pilotos tem a chance de conquistar o título e o outro não tem, nós queremos que os dois ajam no interesse da equipe sem desperdiçãr essa oportunidade", disse Brawn à Autosport.
Até aí, tudo bem. Essa sempre foi a regra implícita do jogo. Mas Massa ainda teria possibilidades de lutar pelo título, mesmo que matemáticas, e tirar a vitória dele foi uma situação injusta. Aliás, o mesmo aconteceu na Áustria, em 2002, já que se Schumacher chegasse em segundo, levaria o título do mesmo jeito.
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Nelson TavaresSeria mais fácil então se não houvesse dois pilotos por equipe, não?? Assim não existiria essa manipulação... porque não há sentido em ter dois pilotos se no fim do dia as decisões vão sempre beneficiar um só!Postado às 18:19 do dia 28/07/2010 AlbertoEnquanto isso todos os chefes de equipe estao demonstrando complacência e defendendo a liberação das ordens de equipe... E o publico que vá catar coquinho na ladeira, pra que acompanhar uma corrida cujo resultado é manipulado? Postado às 12:17 do dia 28/07/2010 | Comentar este post
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Quarta-feira, 28 de julho de 2010 | 9:51
F1 pode perder duas equipes

A Hispania, de Bruno Senna, é uma das equipes que talvez nem chegue à última etapa da temporada, em Abu Dhabi. Foto: Mark Thompson/Getty Images
O todo poderoso chefão da Fórmula 1, Bernie Ecclestone, afirmou que uma ou duas das atuais equipes podem estar fora da categoria antes da etapa final, em Abd Dhabi.
Ecclestone não nomeou as equipes, mas certamente está se referindo à Hispania, o maior fracasso entre as estreantes desse ano e que vem revezando seus pilotos para arrecadar algum dinheiro, e à Virgin, que constatou ser impossível competir na Fórmula 1 com baixo orçamento.
A Virgin caiu no conto da redução do orçamento das equipes, e enquanto mal consegue fazer seus carros correrem, vê as equipes de ponta levando um desenvolvimento novo a cada etapa, a um custo que não está disposta a bancar.
Em entrevista ao Daily Telegraph, Bernie disse que a Lotus é um bom nome, que não gostaria de perder, portanto, por exclusão, só pode estar se referindo às outras duas novatas.
Se Hispania e Virgin pularem fora, o grid da Fórmula 1 ficaria reduzido a 20 carros, o que Bernie considera suficiente. Mas a F1 está analisando as propostas da Villeneuve-Durango, Epsilon Euskadi, Stefan GP e Cypher Group, e pelo menos uma delas poderá estrear ano que vem.
Ecclestone acha que estas novas equipes não acrescentam nenhum valor à Fórmula 1 e que tem custado caro mantê-las na categoria. Desde o processo de seleção do ano passado estava evidente que essas equipes não tinham condição de estar na F1, que agora paga o preço do amadorismo.
Terça-feira, 27 de julho de 2010 | 16:37
Speedcliques - Racing Festival - Londrina (PR)

O argentino Lucas Russell estreou na Formula Future com capacete colorido e câmera para transmissão da volta

Cesinha Bonilha vai usar o prêmio pela vitória para pagar a "vaquinha" que os amigos fizeram para ele disputar a prova

Não faltaram atrativos durante o fim de semana do Racing Festival no Autódromo Internacional Ayrton Senna

Christian Fittipaldi conversa com a equipe para definir a melhor estratégia no Top Qualifying

Detalhe das engrenagens do motor do Formula Future
Fotos de Gabriel Schmidt
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Manuficaram ótimas as fotos, Gabriel!Postado às 09:51 do dia 28/07/2010 Speed RacerQue espetáculo essa terceira foto.
Tem espaço para uma freelancer na próxima etapa?? :)
Postado às 22:38 do dia 27/07/2010 | Comentar este post
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Terça-feira, 27 de julho de 2010 | 15:05
Últimos dias para enviar legendas
Está terminando o prazo para o envio das legendas valendo três chaveiros Ferrari.
Até o dia 30, sexta-feira, os participantes devem enviar uma legenda bem criativa para a foto postada aqui. A turma aqui do blog vai escolher as três melhores sugestões e seus respectivos autores ganharão três chaveiros cada.
Não vale postar a legenda como comentário. Elas devem ser enviadas para o e-mail quiz@speedblog.com.br.
Postado por Gabriel Schmidt
Terça-feira, 27 de julho de 2010 | 9:54
Pilotos de F1 já não são os mais bem pagos do mundo

Hamilton fatura US$ 26,7 milhões anuais, mas é "apenas" o 10º atleta mais bem pago do mundo. Foto: Malcolm Griffiths/Getty Images
Pilotos de Fórmula 1 sempre foram considerados os atletas mais bem pagos do mundo, mas uma lista publicada pelo site da Sports Ilustrated com esportistas não americanos mostra que tenistas e jogadores de futebol já estão bem à frente em termos de ganhos.
O piloto de F1 mais bem classificado na lista de 20 atletas é Lewis Hamilton, que aparece na 10ª colocação, com faturamento anual de US$ 26,7 milhões. Hamilton ganha menos que a metade do líder do ranking, o tenista suíço Roger Federer, que fatura US$ 61,7 milhões de dólares.
Kimi Raikkonen, que quando estava na Ferrari era o piloto mais bem pago da Fórmula 1 e que foi segundo colocado do ranking da Sports Ilustrated ano passado, caiu para a 14ª posição, recebendo US$ 23,6 milhões pra disputar o Mundial de Rali.
Logo atrás de Raikkonen, em 15º, está o atual campeão mundial Jenson Button, com US$ 23,1 milhões. Button era o 18º colocado ano passado. Surpreendentemente, os dois pilotos da Mclaren, que nunca foi uma equipe muito pródiga em altos salários, estão à frente do bicampeão Fernando Alonso, que fatura US$ 22,6 milhões na Ferrari.
O atleta mais bem pago ligado a esporte motor é o motociclista italiano Valentino Rossi, que fatura US$ 35 milhões e está em sétimo lugar.
À frente dos pilotos da F1 estão vários jogadores de futebol, como Lionel Messi, David Beckham e Cristiano Ronaldo. O único brasileiro na lista é Kaká, que está logo atrás de Hamilton, em 11º lugar, com faturamento de US$ 25,1 milhões.
A lista da Sports Ilustrated inclui salários, bônus e ganhos com publicidade. O único pagamento de atleta americano que supera os estrangeiros é o do golfista Tiger Woods, que mesmo com os problemas que envolveram sua vida pessoal, acumula ganhos de US$ 90,5 milhões de dólares anuais.
Terça-feira, 27 de julho de 2010 | 9:29
FIA só examina caso da Ferrari em setembro

Montezemolo disse que ordens de equipe datam dos tempos de Nuvolari. Foto: Getty Images
Ao contrário do que foi inicialmente divulgado, de uma reunião extraordinária em agosto, O Conselho Mundial da FIA só deve examinar o caso da Ferrari no GP da Alemanha durante sua reunião prevista para 10 de setembro, em Como, na Itália.
A Ferrari foi multada em US$ 100 mil após a corrida em Hockenheim por ordenar que Felipe Massa entregasse a liderança da prova para Fernando Alonso, e a questão ainda foi enviada para posteriores considerações do Conselho Mundial.
Algumas publicações apostam numa reunião extraordinária em agosto, mas parece que a FIA vai adiar o caso para esfriar um pouco a questão. É possível que Jean Todt, o presidente da FIA, não participe da reunião por ter sido chefe da Ferrari e tomado atitude semelhante ao mandar Rubens Barrichello entregar a vitória no GP da Áustria de 2002 para Michael Schumacher.
Bernie Ecclestone, que é membro da FIA, acha que a regra que proibe ordens de equipe deveria ser extinta e cada uma ficar livre para administrar como quisesse as situações em pista.
O poderoso chefão da F1, no entanto, não acredita que o banimento da regra estará em questão no próximo encontro do Conselho Mundial. O presidente da Ferrari, Luca di Montezemolo disse que ordens de equipe datam dos tempos de Tazio Nuvolari, nos anos 30 e 40, e Ecclestone concorda que a prática é parte do automobilismo.
Segunda-feira, 26 de julho de 2010 | 16:02
Família Fittipaldi mostra força já em Londrina

Relembrando os velhos tempos, Wilson Fittipaldi comemora o bom resultado do filho na segunda bateria do Trofeo Linea - Foto: Gabriel Schmidt

"Chefe é chefe. A relação é totalmente profissional", falou Christian sobre o trabalho com o pai
Não demoraram para aparecer os primeiros bons resultados da dupla Wilsinho e Christian Fittipaldi. Depois de mais de 20 anos, pai e filho voltaram a trabalhar juntos nesta segunda etapa do Trofeo Linea, realizada ontem e sábado no Autódromo Internacional Ayrton Senna, em Londrina. No sábado, a Christhian conseguiu o quarto melhor tempo e só não largou na segunda fila porque uma vistoria técnica o empurrou para o fim do grid.
Ontem, Christian ficou em nono na primeira bateria e subiu ao pódio na segunda, somando seus primeiros 12 pontos na categoria. Segundo ele, o Trofeo Linea se destaca pela estrutura e pelo fornecimento dos mesmos equipamentos para todas as equipes. "O carro aqui é muito bem construído e a categoria é bastante equilibrada", explicou.
Sobre sua volta às pistas brasileiras, Christian disse que vários motivos o trouxeram de volta ao Brasil. "Passei mais da metade da minha carreira correndo lá fora. Aqui no Racing Festival, por exemplo, estão fazendo um ótimo trabalho, com um carro competitivo e a um custo relativamente baixo - o que é essencial".
Christian correu nas três categorias mais importantes de todo o mundo - Fórmula 1, Fórmula Indy e Nascar. Foi campeão sul-americano de Fórmula 3, da Fórmula 3.000 (atual GP2) e passou ainda por várias outras modalidades, como A1 GP, Grand-Am, American Le Mans Series e Stock Car, para onde regressou neste ano depois das participações em 2005 e 2006. Segundo ele, a relação entre pai e filho fica de fora das pistas. "Essa reaproximação é muito interessante, mas a cobrança é a mesma do que a feita no trabalho com outras equipes. Chefe é chefe. O tratamento é totalmente profissional."
Postado por Gabriel Schmidt
Segunda-feira, 26 de julho de 2010 | 11:07
Equipes sempre manipularam
As equipes de Fórmula 1 sempre interferiram no resultado das corridas quando foi de seu interesse, mesmo após a proibição de ordens durante as provas criada pela FIA a partir de 2002.
Na última corrida de 2007, no Brasil, Massa estava liderando, e Hamilton, que vinha em quinto, venceria o campeonato se a corrida terminasse assim. Massa entregou a vitória ao seu companheiro de Ferrari, Kimi Raikkonen, que ficou com o título.
A BBC relacionou algumas corridas que tiveram seus resultados naturais alterados, o que confirma que a prática jamais deixou de existir.
Jerez 1997: A McLaren ordena David Coulthard a deixar Mika Hakkinen ultrapassá-lo para vencer a corrida.
Austrália 1998: McLaren novamente manda Coulthard deixar Hakkinen ultrapassá-lo para vencer.
Bélgica 1998: Jordan manda Ralf Schumacher não disputar a liderança com Damon Hill.
Áustria 2002: Ferrari manda Rubens Barrichello entregar a liderança para Michael Schumacher e o brasileiro só faz isso a poucos metros da bandeirada, deixando a ordem evidente. A partir daí a FIA criou a regra proibindo ordens de equipe.
Mônaco 2007: A McLaren ordena Lewis Hamilton a não desafiar Fernando Alonso pela vitória.
Brasil 2007: A Ferrari manipulou o pit stop de Massa para colocar Kimi Raikkonen na liderança para que o finlandês vencesse o título mundial.
Alemanha 2008: Heikki Kovalainen deixa Hamilton passá-lo para vencer a corrida depois de um erro tático da Mclaren.
Cingapura 2008: A Renault manda Nelsinho Piquet bater para forçar a entrada do safety, que ajuda Fernando Alonso a vencer.
China 2008: Raikkonen entrega a Massa o segundo lugar, atrás de Hamilton, para que o brasileiro fique numa melhor posição para disputar o título na corrida final.
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Segunda-feira, 26 de julho de 2010 | 10:30
Regulamento é hipócrita
A reincidência da Ferrari em ordenar explicitamente que um piloto ceda a posição a outro levanta, além das críticas, uma questão maior: Como fazer com que o regulamento que proibe ordens de equipe durante as corridas seja respeitado? Se ao invés do engenheiro de Massa ter dito que Alonso era mais rápido e lhe perguntado se tinha entendido a mensagem, o que deixou óbvia a sua intenção, tivesse dito ao brasileiro que ele precisava economizar combustível ou outra coisa qualquer, como alguém poderia afirmar que houve armação? Ou se a Ferrari tivesse segurado Massa um pouquinho mais nos boxes, o suficiente para Alonso passá-lo, como isso seria efetivamente demonstrado?
O que quero dizer é que existem muitas maneiras de qualquer equipe privilegiar um determinado piloto e isso sempre aconteceu na Fórmula 1. Não defendo a atitude da Ferrari, até porque o campeonato ainda está na metade e o direito de Massa vencer deveria ter sido assegurado. O mais preocupante é pensar que possa existir no contrato do brasileiro alguma cláusula que o leve a se conformar com essa condição de segundo piloto.
No meio da discussão acalorada, algumas vozes se levantaram para apontar a hipocrisia do regulamento, com o que concordo. O britânico Daily Telegraph disse que a regra é inaplicável , e a Autosprint ironizou dizendo que a Ferrari foi multada por trabalho de equipe. Acho que o tema precisa ser debatido para que se estabeleçam de forma clara os limites dessas ordens, com possível acesso aos contratos dos pilotos. Do contrário, continuaremos vendo situações vexaminosas como a de ontem, que desrespeitam os torcedores e vão contra a essência do automobilismo.
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AlbertoE ainda: se o Massa abriu pra Alonso pelo bem da equipe, por que a cara de choro no pódio? O público agora não sabe em quem jogar os tomates: nos pilotos, na equipe, na FIA.. AbsPostado às 17:14 do dia 26/07/2010 ElliahCorretissimo posicionamento. Nessas horas a gente é obrigado a entender o ponto de vista da equipe, claro que faz parte buscar uma boa classificaçao no campeonato, principalmente com o crescimento da vantagem da RBR e da McLaren.. No meio do campeonato nao havia necessidade de lambuzar um GP assim sem mais, o publico fica com cara de tacho, é inaceitável... Se a regra existe pra ser quebrada não devia nem existir, ou a FIA podia pesar a mao nas puniçoes. Do jeito que está é só constrangedor para a F1 enquanto esportePostado às 16:08 do dia 26/07/2010 | Comentar este post
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Segunda-feira, 26 de julho de 2010 | 9:33
Indignação é geral contra ordens da Ferrari

A atitude de Alonso de negar que venceu o GP da Alemanha por conta da ordem da equipe causou ainda mais revolta, e Lauda disse que ele não tem caráter. Foto: Vladimir Rys/Getty Images
A ordem da Ferrari para que Felipe Massa deixasse o companheiro de equipe Fernando Alonso ultrapassá-lo para vencer o GP da Alemanha mereceu condenação geral e até a imprensa espanhola, considerada uma das mais parciais da F1, concordou que a atitude foi desastrosa.
O diário esportivo As escreveu que "Alonso merecia vencer o Grande Prêmio da Alemanha, mas não assim. Domenicali demonstrou seu despreparo ao dar a Massa óbvias ordens de equipe que são proibidas pelo regulamento."
A condescendência do As não foi vista em outros meios que condenaram com palavras duras o episódio de Hockenheim. O Sunday Express, da Inglaterra, chamou Alonso e a Ferrari de "sujos e ladrões trapaceiros", e os jornais suíços foram na mesma linha, dizendo que "há diferentes maneiras de Alonso voltar ao trono, mas que mentir e trapacear não deveria ser uma delas."
Alonso foi hostilizado na entrevista coletiva pós-corrida, quando lhe foi dito que corre o risco de vencer um campeonato sujo, e sua relutância em aceitar que houve ordem da equipe causou revolta. "Eu nunca tinha ouvido um piloto falar tamanha besteira. Ele não tem caráter", afirmou o tricampeão Niki Lauda.
A discussão agora é se o Conselho Mundial da FIA irá punir a Ferrari além da multa aplicada após a prova. O jornal inglês Daily Telegraph afirmou que o Conselho poderia, em tese, desclassificar a Ferrari. "Suspendê-la por algumas corridas é outra possibilidade."
A publicação belga La Libre levantou sérias dúvidas sobre alguma punição. "Teria Jean Todt a ousadia de punir sua ex-equipe por uma prática que ele mesmo aplicou", indagou o La Libre, referindo-se a ordem para que Rubens Barrichello cedesse a liderança do GP da Áustria, de 2002, para Michael Schumacher.
Alonso e a Ferrari continuarão sobre fogo até a reunião do Conselho Mundial, em agosto, e o piloto espanhol só põe mais lenha na fogueira com suas declarações. À imprensa espanhola, Alonso argumentou que "que paga o nosso salário são as equipes, e não a imprensa, e que a Ferrari está levando 43 pontos de volta para a Itália."
Poderia se dizer a Alonso que os mesmos 43 pontos seriam conquistados pela Ferrari sem a ordem de mudança de posições, já que a equipe manteria a dobradinha.
Outro argumento furado de Alonso foi o de que fora o mais rápido na sexta-feira, o segundo na classificação e mais rápido do que Massa na corrida. "Eu não acho que o piloto mais lento venceu essa corrida", afirmou.
Acontece que Alonso sabe muito bem que nem sempre o piloto mais rápido vence. Ele precisa lembrar de uma regrinha básica da Fórmula 1, de que para vencer uma corrida tem que ultrapassar os outros na pista. Fora disso, é armação.
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Dennisnão é à toa que "cala boca alonso" entrou nos trending topics mundiais do twitter... até hoje de manha ainda estava lá.. vc encontra reações indignadas dos fãs em todas as redes sociais, orkut, blogs.. ta brabo o negócioPostado às 14:32 do dia 26/07/2010 José CarlosDe fato, ficou feio demais. De ferrarista, passei a torcer contra a Ferrari por causa de sua atitude desleal. Estamos no meio do campeonato.
Por mais que Massa tenha mínimas chances de ser campeão, o Alonso também não é uma máquina de vencer. Na pista, o espanhol estava mais rápido e teria tudo para passar o brasileiro de forma correta e dentro do regulamento.
A Ferrari merece punição severa para aprender a não fazer este tipo de jogo.Postado às 10:42 do dia 26/07/2010 jaimealonso por que nao te calas?!Postado às 10:42 do dia 26/07/2010 | Comentar este post
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Domingo, 25 de julho de 2010 | 14:19
Alfaya e Jardim ditaram o ritmo do dia na Formula Future
O gaúcho Francisco Alfaya é o vencedor da segunda bateria da Formula Future em Londrina (PR). Com grande vantagem sobre o segundo colocado, o carro número 16 fez uma corrida tranquila e regular rumo ao pódio. Atrás de Francisco chegou Felipes Apezzato, que fez o melhor tempo nos treinos classificatórios de ontem. Johilton Pavlak ficou em terceiro e Nicolas Costa em quarto. Com o resultado, Alfaya embola a parte de cima da tabela de pontuação e permanece com grande chances de brigar pelo título.
Na primeira bateria, hoje de manhã, João Jardim contou com a quebra do pole position Francisco Alfaya e ganhou pela primeira vez na categoria-escola. O sorocabano de 17 anos largou em segundo, assumiu a ponta faltando pouco mais de cinco voltas para o final e teve o trabalho de se defender dos ataques do carioca Nicolas Costa.
Postado por Gabriel Schmidt
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Domingo, 25 de julho de 2010 | 13:51
Fabio Peasson no alto do pódio
O paranaense Fabio Peasson venceu a segunda bateria da 600 Hornet, em Londrina. Em segundo lugar, cruzou Maico Teixeira, com a moto 36, seguido por Danilo Lewis e Cidalgo Chinasso. Os quatro encabeçam também a tabela de pontuação da categoria. Pierre Chofard completa a lista dos cinco primeiros.
Postado por Gabriel Schmidt
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Domingo, 25 de julho de 2010 | 13:23
Ferrari é multada e pode sofrer novas sanções
A Ferrari acaba de ser multada em US$ 100 mil e o Conselho Mundial de Esporte a Motor da FIA ainda vai decidir se novas sanções devem ser impostas à equipe pelas controversas ordens durante o Grande Prêmio da Alemanha.
Fernando Alonso venceu a prova depois que Felipe Massa recebeu informação condificada pelo rádio e abriu passagem para o piloto espanhol logo em seguida. A Ferrai alegou que não emitiu nenhuma ordem a Massa e que apenas lhe passou informações sobre a situação na pista, mas os comissários entenderam diferente.
Depois de ouvirem o chefe da equipe, Stefano Domenicali, o gerente Massimo Rivola, Alonso e Massa, os comissários da prova concluiram que houve quebra do regulamento. Em comunicado oficial, disseram que a Ferrari desrespeitou dois artigos do regulamento: o 39.1, que proíbe jogo de equipe, e o 151C, relacionado a atitudes que trazem descrédito para o esporte.
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AlbertoÉ muita cara de pau, Scuderia Ferrari..
O que são 100 mil dólares para uma equipe de F1? Espero que essa multa ainda cresça muito. Abs!Postado às 09:55 do dia 26/07/2010 TatiKAí antes o povo dizia que historinha de substituição de asa dianteira é tiro no pé, que causa conflito interno na equipe não sei mais o que... E isso?? Tirar a vitória assim de mão beijada de um piloto é muita crueldade! E o climão que deve estar entre os dois? Revoltante essa atitude da Ferrari!!Postado às 18:55 do dia 25/07/2010 | Comentar este post
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Domingo, 25 de julho de 2010 | 12:04
Ferrari é chamada a dar explicações
Os chefes da Ferrari foram convocados pela direção do GP da Alemanha para explicarem o que aconteceu entre seus dois pilotos na pista, depois que todo mundo viu que Massa deixou Alonso ultrapassá-lo, seguindo ordens da equipe. Algum tipo de punição pode ocorrer, já que o regulamento proiube expressamente o jogo de equipe.
Christian Horner, o chefe da Red Bull, disse não ter dúvida de que o que aconteceu foi orientado pela equipe e acha que alguma providência precisa ser tomada. "Essa foi provavelmente a ordem de equipe mais clara que já vi, especialmente quando você tem a equipe se desculpando com o piloto", disse Horner, que defendeu que a Ferrari tivesse deixado a situação se definir na pista, já que "Massa fez o melhor trabalho e estava na liderança".
O piloto brasileiro afirmou que merecia ter vencido a prova e respondeu indiretamente à pergunta sobre o que achava do comentário pelo rádio de seu engenheiro, Rob Smedley, afirmando que Alonso era mais rápido e se ele tinha entendido a mensagem. "Eu não acho que precise dizer nasa sobre isso."
Fernando Alonso foi questionado sobre a ordem durante a entrevista coletiva e procurou fugir do assunto dizendo que os pilotos são profissionais e devem trabalhar em equipe.
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Domingo, 25 de julho de 2010 | 11:24
Marmelada nas pistas

A expressão visivelmente contrariada de Massa no pódio revela como ele recebeu a ordem da Ferrari de entregar a vitória a Alonso. Foto: Andrew Hone/Getty Images
A Ferrari voltou a protagonizar uma grande marmelada na Fórmula 1 ao determinar que Felipe Massa entregasse a liderança do GP da Alemanha a Fernando Alonso, que não tinha conseguido a ultrapassagem na pista. A combinação ficou evidente pela comunicação de rádio entre os boxes e o piloto brasileiro e pela desaceleração clara de Massa para permitir a passagem do companheiro de equipe.
Foi justamente por uma armação de resultado da Ferrari no GP da Austria, de 2002, quando a escuderia obrigou Rubens Barrichello a deixar Michael Schumacher ultrapassá-lo que o jogo de equipe na Fórmula 1 ficou proibido. Com a manobra de hoje, a Ferrari reincidiu no erro e saiu da prova com sua imagem arranhada.
O GP da Alemanha se definiria na largada, quando Sebastian Vettel repetiu o que fizera com Mark Webber, em Silverstone, e espremeu Alonso contra o muro. Felipe Massa se aproveitou da situação e assumiu a liderança, com Alonso em segundo e Vettel em teceiro. Lewis Hamilton ultrapassou Webber para ganhar a quarta posição, e as Williams largaram mal, com Rubens Barrichello e Nico Hulkenberg, que
estavam em oitavo e décimo no grid, respectivamente, perdendo três posições cada um.
Depois da rodada de pit stop, a situação era praticamente a mesma nas primeiras posições, apenas com Jenson Button, que foi um dos últimos a parar ganhando a quinta posição de Webber.
Como Massa sempre demora mais a conseguir aquecer os pneus duros, Alonso partiu para o ataque, e se valendo de um retardatário quase conseguiu a ultrapassagem sobre Massa, mas o brasileiro aproveitou a melhor tangência para a curva em seguida e defendeu a liderança.
Pouco depois, Alonso reclamou pelo rádio que aquela situação era ridícula, não ficando claro do que se tratava exatamente, mas já dando a entender que queria a liderança a qualquer custo.
Mesmo andando mais rápido que Massa, Alonso não conseguia uma aproximação que lhe permitisse a ultrapassagem. Na 48ª das 67 voltas, portanto com muita corrida ainda pela frente, o engenheiro de Massa, Rob Smedley, entrou em contato com o brasileiro e falou: "Fernando é mais rápido do que você. Você confirma que entendeu essa mensagem?"
Não era preciso dizer mais nada. Estava na cara que aquilo era uma ordem cifrada para Massa entregar a posição. Na volta seguinte ao comunicado por rádio, Massa deixou Alonso passar, o que ficou claro pela imagem oficial, que registra como Massa sai da curva a meia aceleração para permitir a ultrapassagem. Não bastasse todo o flagrante da combinação, Smedley ainda voltou ao rádio para agradecer a Massa e pedir desculpa.
A corrida terminou assim, e depois que Massa cruzou a linha de chegada em segundo lugar, Smedley ainda tentou agradar o piloto brasileiro, com a frase "Felipe está de volta", mas voltou a agradecer sua conduta, dizendo que ele tinha sido "magnânino". Ao chegar ao parque fechado, Massa mal cumprimentou Alonso, e seu ar de revolta era flagrante no pódio. Massa deu às costas a Alonso quando este lhe jogou champagne e foi comemorar com Vettel, o terceiro colocado.
Hamilton se manteve na liderança, com 157 pontos, seguido por Button, com 143. A dupla da Red Bull tem o mesmo número de pontos, 136, mas o terceiro lugar é de Webber, por ter uma vitória a mais do que Vettel. Alonso subiu para o quarto lugar, com 123 pontos, seguido por Nico Rosberg, com 94, e Robert Kubica, com 89. Massa é o oitavo colocado, com 85 pontos.
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AlbertoMuito engraçadinho esse espanhol que nas últimas corridas rodou a baiana com a FIA, acusando-a justamente de manipulação. Agora sobe no pódio com cara de paisagem. Schumacher, há oito anos protagonizou a mesma vergonha e na hora de receber as "glórias" cedeu seu lugar no pódio a Rubinho. Mas descontar toda a frustração nos pilotos não é o caminho. A equipe manchou sua própria imagem e a do esporte. Agora, só podemos lamentar. Postado às 09:50 do dia 26/07/2010 RaquelTava demorando p isso acontecer...Postado às 22:25 do dia 25/07/2010 TatiKDeu muita dó ver a cara do Massa no segundo lugar do pódio!
Como Alonso consegue usufruir de uma vitória assim? E ele é tão orgulhoso que ficava resmungando no rádio, enquanto não conseguia ultrapassar o Felipe: "isso é ridículo!" O Massa não deveria ter se curvado perante aos caprichos da equipe... A Ferrari perdeu uma oportunidade de uma vitória limpa na Alemanha..
Postado às 18:47 do dia 25/07/2010 SergioMassa é o novo Barrichello! Bem que falaram em uma possível cláusula Rubinho no novo contrato dele.Postado às 14:14 do dia 25/07/2010 DennisUm absurdo!! por mais que a equipe tenha seguido uma lógica foi ridículo e escancarado, envergonhando a f1!!Postado às 12:57 do dia 25/07/2010 | Comentar este post
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