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Exposição contará com acessórios utilizados por Senna ao longo de sua carreira. Foto: Pascal Rondeau / Getty Images
O tricampeão mundial Ayrton Senna será homenageado em um evento especial promovido pela embaixada do Brasil em Roma, no fim deste mês. A intenção é relembrar os 15 anos sem o piloto brasileiro, além de celebrar o trabalho realizado pelo Insituto Ayrton Senna, comandado por Viviane, sua irmã.
A exposição contará com três carros guiados por Senna ao longo de sua carreira: um Fórmula 1, um Fórmula 3 e um Fórmula Ford. Capacetes e outros acessórios também farão parte da exibição, que funcionará entre os dias 18 e 20 de setembro, fim de semana seguinte ao GP da Itália.
Outro ponto interessante do evento será a exibição de imagens registradas pelo famoso fotógrafo da Fórmula 1 e amigo pessoal do piloto, Keith Sutton.
Para conferir o site oficial destinado ao evento, é só clicar em: http://www.ayrtonsennaanniversary.com. Em inglês e italiano.
1 comentárioFechada a etapa de Valência, a Fórmula 1 parte rumo a Spa, a melhor pista do campeonato. Assisti ao GP da Bélgica "in loco" por três vezes e me lembro bem da prova de 1989 por sentimentos distintos: a alegria por mais uma vitória de Senna, sob chuva, e a tristeza pela não classificação de Piquet para a corrida, se debatendo com uma Lotus de motor Judd, já entrando em decadência.
Senna vencer na chuva não foi surpresa nenhuma, ainda mais porque largou na pole e em sua pista predileta. Mas vê-lo guiar nessas condições era sempre um prazer. Senna dominou a prova do início ao fim e nas últimas voltas só administrou a vantagem, enquanto Prost, em segundo lugar, enfrentava a perseguição do leão Mansell, com a Ferrari.
Mansell também deu show à parte, passeando na grama por mais de uma vez e fazendo uma perseguição incrível a Prost, que por pouco não lhe valeu o segundo lugar.
O então presidente da FIA, Jean Marie Balestre, que tiraria o título de Senna naquele ano, fez em Spa uma de suas aparições lamentáveis. Quando Senna já estava no degrau mais alto do pódio, Balestre pegou as mãos de Prost e Mansell e as ergueu como se fossem os grandes astros da corrida, ignorando o verdadeiro vencedor.
O clima em Spa é sempre imprevisível. Às vezes faz sol em um trecho do circuito e chove em outros. A meteorologia não está prevendo chuva para o próximo fim de semana, mas o clima costuma pregar peças naquela região.
1 comentárioCom a proximidade do GP da Hungria, Nelsinho Piquet postou em seu Twitter aquela que é considerada uma das mais espetaculares ultrapassagens da Fórmula 1, feita por seu pai, Nelson Piquet, com Williams-Honda, sobre Ayrton Senna, com Lotus-Renault, no primeiro ano de disputa da prova. Em um circuito praticamente sem ponto de ultrapassagem, Piquet descobriu um. Na primeira tentativa, coloca o carro por dentro, mas escorrega muito na freada e Senna recupera a posição. Na segunda, retarda novamente a freada, vai por fora, escorrega nas quatro rodas e ultrapassa Senna com o carro atravessado.
A frase de Jack Stewart ao final do vídeo diz tudo sobre a ousadia da manobra, digna dos grandes campeões.
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Ayrton Senna merece ser lembrado todas as horas e quem o viu correr ao vivo não esquece da sua incrível capacidade sob chuva. As três fotos acima mostram o talento de Senna em condições adversas, momentos históricos da Fórmula 1.
Ao estrear na principal categoria do automobilismo, com uma Toleman de motor Hart, distante dos melhores carros da temporada, Senna aproveitou o toró que caiu sobre Mônaco para eliminar a desvantagem de equipamento. Após uma série de ultrapassagens, iniciou a perseguição ao líder Alain Prost e já tinha reduzido a diferença de 34 para 4 segundos, quando Jacky Ickx, o diretor de prova, interrompeu a corrida por falta de segurança. Alguns dizem que o alemão Stefan Bellof poderia ter ultrapassado Senna se a corrida continuasse, mas uma coisa era chegar em Senna, outra, ultrapassá-lo. Ainda mais em Mônaco. Que o diga Nigel Mansell, que em 1992, quase chegou a colocar sua poderosa Williams sobre a McLaren de Senna, mas não conseguiu a ultrapassagem.
A primeira vitóiria de Senna na F1 ficou para o ano seguinte, quando estreou na Lotus. Sob chuva torrencial no GP de Portugal, liderou de ponta ponta em condições de pista que considerou piores que as de Mônaco no ano anterior. A corrida foi interrompida após 2 horas, com 67 das 69 voltas completadas. Mas desta vez, ninguém ameaçava o líder. Michelle Alboreto, da Ferrari, cruzou a linha mais de 1 minutos depois.
Em Donnington Park, em 1993, Senna deu o que foi considerado o seu maior espetáculo sob chuva. Além de mais uma vez não contar com o melhor equipamento - sua McLaren-Ford estava há anos luz da Williams-Renault -, só precisou de uma volta para chegar da quarta posição à liderança. Senna ultrapassou Schumacher, Wendlinger, Hill e Prost na primeira volta da prova, que foi considerada a mais brilhante de todos os tempos.
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