
O tablóide britânico The Daily Mail saiu hoje com uma matéria exclusiva sobre um "plano secreto" para um "dream team" britânico na McLaren, reunindo Lewis Hamilton e Jenson Button. Os tablóides são jornais sensacionalistas, que devem ser lidos com reservas, mas a reportagem trouxe alguns dados consistentes, que tornariam o fato viável.
O mais forte deles foi o fato de o chefe da McLaren, Martin Whitmarsh, não desmentir a matéria, embora com uma declaração meio vaga. "Temos conversados com muitos pilotos. Não seria apropriado dizer mais do que isso agora. Nós teremos os dois melhores pilotos disponíveis, como sempre tivemos", disse ele ao Mail.
De acordo com o jornal, a formação da dupla britânica seria bem recebida pela Vodafone, a principal patrocinadora da McLaren, que despeja 50 milhões de libras (cerca de 75 milhões de dólares) por ano na equipe. Uma fonte do jornal, próxima à Vodafone, disse que "qualquer equipe gostaria de ter dois campeões mundiais em seus carros".
Button até agora não chegou a um acordo com a Brawn. O campeão mundial estaria pedindo 6 milhões de libras (9 milhões de dólares) mais despesas, o que a equipe não estaria disposta a dar. Para a McLaren, que paga 15 milhões de libras (22 milhões de dólares) por ano a Hamilton, essa cifra não seria problema.
A história é sensacional e seria interessante para a Fórmula 1. Mas existem algumas questões aí. Primeiro, como estaria a negociação entre a McLaren e Kimi Raikkonnen? O finlandês também é campeão mundial e atrairia muito interesse para a equipe. O que foi ventilado é que Raikkonen pediu muito alto, e a McLaren estaria hesitando em pagar tanto. Outro fator contra Raikkonen é que Hamilton não gostaria de ter um competidor tão forte dentro da própria equipe. Como Hamilton é o queridinho da equipe, é possível que sua opinião seja levada em conta.
Restaria saber o que Hamilton acha de ter Button no outro cockpit da McLaren. Seria uma disputa direta sobre quem é o melhor piloto inglês da atualidade, o que pode gerar uma rivalidade perigosa. Outra questão a ser considerada é a de dois pilotos da mesma nacionalidade numa mesma equipe. À exceção dos motores Mercedes, a McLaren se tornaria um puro sangue inglês, o que não costuma ser bem visto por patrocinadores globais.
1 comentário
Lewis Hamilton voltou a provar o sabor do lugar mais alto do pódio ao vencer o Grande Prêmio da Hungria em grande estilo. Kimi Raikkonen levou a Ferrari de volta ao pódio na melhor colocação da escuderia esse ano. Mark Weber completou o trio vencedor.
A principal conclusão que se pode tirar da corrida de hoje é que McLaren e Ferrari evoluiram muito e podem se tornar o fiel da balança na disputa entre Brawn e Red Bull, as maiores candidatas ao título de pilotos e construtores.
Se a briga ficasse apenas entre Brawn e Red Bull, esta última levaria vantagem, já que está com o melhor carro e tenderia chegar sempre à frente da rival. Acontece que com a melhora de Ferrari e McLaren, seus pilotos vão estar sempre disputando o pódio, o que poderá dificultar a Red Bull no encalço da Brawn.
Mesmo com um carro inferior ao da Red Bull, a Brawn tem se mantido na zona de pontuação, e Jason Button continua na liderança após 10 das 17 etapas. A diferença de Button caiu para 18,5 pontos e sua regularidade será fundamental nas últimas provas da temporada. Mas o carro precisará melhorar muito para possibilitar ao inglês se manter no páreo.
A F 1 para por três semanas e só volta no GP da Europa, dia 23 de agosto, em Valência, na Espanha.



