
4 comentáriosKimi Haikkonen levou a Ferrari ao pódio pela segunda corrida consecutiva, mas está sozinho na tarefa de manter a escuderia italiana em terceiro lugar entre os construtores.
A corrida de Valência mostrou que Luca Badoer não tem a menor possibilidade de dar alguma contribuição neste sentido. Sem ritmo de corrida e fora dos GPs há nove anos, o piloto italiano largou na última posição, rodou duas vezes na pista e ainda teve que cumprir punição ao passar sobre a linha na saída dos boxes.
A Ferrari continua em terceiro, com 46 pontos, mas tem em seu encalço a McLaren, que está em ótimas condições de lutar por vitórias, com 41. Ainda preocupa a Toyota, com 38,5 pontos.
Enquanto Massa não volta, a Ferrari deveria rever sua estratégia. Por que não, sem patriotada, Nelsinho Piquet? O brasileiro está com ritmo de corrida e poderia ser útil neste final de temporada. Além disso, se tivesse a oportunidade, viria com tudo para provar à Renault que errou ao dispensá-lo.
6 comentáriosA Ferrari divulgou em seu site as imagens de Luca Badoer na F60. O vídeo já está no YouTube. Confiram!
2 comentáriosApesar da proibição de testes durante a temporada, o piloto da Ferrari Luca Badoer teve a oportunidade de passar dois dias com uma F60 na pista de testes da escuderia em Maranello, como parte das filmagens de um vídeo promocional na segunda e na terça. O italiano, que se prepara para disputar o GP da Europa em substutição ao brasileiro Felipe Massa, não disputa uma prova da Fórmula 1 desde 1999.
"Esses 200 quilometros foram praticamente insignificantes do ponto de vista técnico, mas me permitiram conhecer o carro novamente", comentou Badoer ao site oficial da Ferrari. "Eu tenho uma boa impressão e é óbvio que uma boa tarefa me espera em Valência: a primeira corrida me ajudará a voltar ao ritmo de um fim de semana de Fórmula 1. Não tracei nenhum objetivo para mim, apenas terminar a prova".
Luca Badoer contará com o apoio do heptacampeão Michael Schumacher, que estará acompanhando a corrida.
"Estou feliz que Michael estará com a equipe. Estou certo de que ele poderá me dar dicas importantes", afirmou. "Nos últimos dias, conversamos muito e treinamos juntos, quando ele tentava estar pronto para correr. Fiquei triste, porque sei o quanto ele gostaria de correr. Mesmo que agora eu esteja em condições de realizar meu sonho, sou amigo dele, admirador e fã".
O piloto também falou sobre seu companheiro de equipe, o filandês Kimi Raikkonen.
"Nós temos um relacionamento excelente e estou certo de que trabalharemos muito bem como colegas de equipe. Ele tem sua personalidade, mas isso não é novidade. Me sinto muito bem quando estamos juntos".
3 comentários"Estou muito motivado a tirar o máximo dessa oportunidade, mesmo sabendo que estarei encarando um desafio difícil, especialmente durante os dois primeiros dias em Valência. Será uma temporada de teste para mim, mas tentarei meu melhor para garantir um bom resultado. Preciso dizer, meus primeiros pensamentos quando entrar na pista serão pelo Felipe (Massa), porque eu fiquei realmente assustado ao ver seu acidente. Estou maravilhado por ele estar se recuperando bem e espero que ele possa voltar a correr o mais rápido possível. Tenho que adicionar que também estou pensando no Michael (Schumacher), por ter treinado com ele nas últimas semanas. Eu sei o quanto ele queria retornar e o quanto esforço ele estava fazendo em sua preparação. Apesar de sua decisão ter me permitido esta ótima oportunidade de correr pela escuderia, fico chateado por ele, não apenas por sermos amigos, mas sou também um admirador. E finalmente, eu repito o quanto estou grato ao Luca di Montezemolo e ao Stefano Domenicali por me darem a chance de tornar um sonho de criança em realidade."
Fonte: Formula1.com
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A presença de Luca Badoer no cockpit da Ferrari levantou a questão dos pilotos italianos na escuderia. O último a disputar uma temporada inteira pela Ferrari foi Michele Alboreto, em 1988, ano em que terminou em quinto lugar no campeonato. Depois dele, Ivan Capelli fez quase uma temporada completa em 1992, sendo substituído por Nicola Larini, outro italiano, nas duas últimas corridas do ano. Larini voltaria como interino em 1994, substituindo Jean Alesi em duas corridas.
Mas a presença italiana na Fórmula 1 é curiosa. O país tem o automobilismo no sangue, e, junto com a Grã Bretanha, foi o que mais deu pilotos à Fórmula 1. As estatísticas falam em mais americanos, mas isso só se deve à inclusão das 500 Milhas de Indianápolis no calendário da F 1, de 1950 a 1960. Os pilotos americanos nem disputavam as provas na Europa ou qualquer outro país. E dos pilotos que corriam na F 1, poucos iam à tradicional prova nos EUA.
Curiosamente, apesar de ter quase uma centena de pilotos passando pela F 1, a Itália só teve dois campeões mundiais: Nino Farina, na competição inaugural, em 1950, e Alberto Ascari, em 1952 e 1953. Ascari foi bicampeão pela Ferrari e Farina pela Alfa Romeo.
Podemos dizer que os pilotos italianos estão para a Fórmula 1 como o Uruguai para as Copas do Mundo de futebol. Têm um passado glorioso, mas há muito tempo não conquistam um título.
Mesmo na Ferrari, os pilotos italianos não são os mais populares. O preferido dos tifosi é indiscutivelmente Gilles Villeneuve, que se manteve absoluto no panteão dos torcedores até o surgimento de um tal Michael Schumacher.
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A desistência de Schumacher de voltar a pilotar a Ferrari foi a maior ducha de água fria para o GP da Europa. A expectativa criada pelo seu retorno movimentou o mundo da Fórmula 1 e todos queriam ver como o heptcampeão se sairia após dois anos de ausência. Mas Schumacher tem um nome a zelar e não poderia voltar se não estivesse 100%.
Sem Felipe Massa e agora sem Schumacher, a Ferrari precisou recorrer a Luca Badoer. Piloto de testes desde 1998, Badoer entrou na F 1 em 1993, pela Scuderia Itália. Em 1995, correu pela Minardi; em 1996, pela Forti Corse e em 1999 regressou à Minardi. Disputou 48 GPs sem marcar pontos. Aos 38 anos, será o piloto mais velho no grid.
Os desfalques de última hora aumentam a responsabilidade de Kimi Raikkonen. O finlandês, que foi segundo colocado na Hungria, tem que segurar a peteca e garantir à Ferrari os pontos necessários para que se mantenha luta pelo terceiro lugar entre os construtores.
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