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1 comentárioEu não concordo com o fato de Nelsinho não ter sofrido nenhuma punição concreta. Até concordaria que a delação pudesse ateunar a punição, mas sair como se nada tivesse acontecido é demais pra mim.
De qualquer forma, a maior punição será a mancha em sua carreira, e isso jamais será esquecido!
Postado às 11:28 do dia 21/09/2009Em entrevista à rádio espanhola Onda Cero, o presidente da Real Federação de Automobilismo, Carlos Gracia, criticou duramente os Piquet. Para o dirigente espanhol é inadmissível que Nelsinho Piquet saia do caso como vítima e uma possível imunidade para piloto seria "uma falta de vergonha total para a FIA".
"É uma questão inconcebível. Nunca escutei que um diretor ou engenheiro tenha pedido a um piloto para se chocar contra um muro. Mas a atitude mais intratável dessa história é de Nelsinho Piquet. Se dependesse de mim, este garoto não serveria nem para ajudar um cego a andar na calçada".
Sobre as declarações de Nelson Piquet, pai, afirmando que Fernando Alonso sabia sobre a armação, Gracia disse: "o pai tem uma criança incontrolável e ele é um pai ressentido. Quanto mais pessoas atingirem, melhor (para eles)".
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3 comentáriosNelson Piquet Júnior não é mais piloto da Renault. O brasileiro recebeu hoje o comunicado oficial da equipe e saiu atirando em Flavio Briatore, o chefe da Renault, a quem classificou de seu carrasco.
Em seu site, Piquetzinho reconheceu estar desapontado, mas manifestou alívio pelo fim do "pior período" de sua carreira. Ele agardeceu ao "pequeno grupo" que o apoiou na Renault e disse que sempre soube trabalhar em equipe, o que pode ser testemunhado por muitas pessoas, "exceto a pessoa que teve mais influência em minha carreira na Fórmula 1".
Piquetzinho disse que ele e seu pai, o tricampeão Nelson Piquet, fizeram um contrato de gerenciamento com Flavio Briatore, acreditando ser a melhor opção pelos contatos que ele tinha na F 1. "Infelizmente, foi aí que o período negro da minha carreira começou".
Nelsinho Piquet se queixou de ter sempre sido tratado como "aquele que pilotava o outro carro" e que sofria ameaças de Briatore se não conseguisse bons resultados. Este ano, assinou um contrato baseado em desempenho, pelo qual teria que obter 40% dos pontos de Fernando Alonso até a metade da temporada.
"Eu estava confiante de que, se eu tivesse as mesmas condições, alcançaria facilmente os 40% dos pontos exigidos pelo contrato. Infelizmente, as promessas não se transformaram em realidade novamente. Com o carro novo eu completei 2.002 km de testes, contra os 3,839 quilômetros de Fernando. Apenas três dos meus dias de teste foram com pista seca e bom tempo, apenas um dos testes do Fernando foi em pista molhada. Eu testava sempre com o carro pesado, pneus duros, principalmente no primeiro dia (quando a pista é lenta ou a confiabilidade pequena), ou então com o tempo ruim. Fernando testava um carro leve, pneus moles, pista seca e em boas condições. Eu nunca tive a chance de estar preparado para classificar no sistema que utilizamos", afirmou.
O piloto brasileiro disse que continua acreditando em seu talento e só deu essas explicações pela "situação injusta" que viveu nos dois últimos anos. "Eu sempre acreditei que ter um manager seria fazer parte de uma equipe e que teria nele um parceiro. Um manager deve encorajar, apoiar e fornecer oportunidades. No meu caso foi o contrário, Flávio Briatore foi o meu carrasco."
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