Barrichello criou novo visual no carro, macacão e capacete para comemorar os 300 grandes prêmios na Fórmula 1. Foto: Paul Gilham/Getty Images
Apesar das controvérias que envolvem a marca histórica, Rubens Barrichello celebra seus 300 grandes prêmios neste fim de semana, em Spa, e preparou uma indumentária especial para o evento. O macacão recebeu uma bandeira do Brasil estilizada e o capacete traz uma nova pintura, também com a bandeira do Brasil e a inscrição "300 Grand Prix" no lugar de "Ordem e Progresso".
O carro da Williams também traz as cores da bandeira brasileira na tomada de ar, e todos os fornecedores da equipe se envolveram nas comemorações. A Cosworth presenteou Barrichello com uma bicicleta elétrica com as cores da Williams e a marca da fabricante britânica de motores, que foi encomendada há um mês e entregue ao brasileiro em Spa.
A Cosworth tem um longo relacionamento com Barrichello, iniciado quando o brasileiro correu pela Stewart, de 1997 a 1999, nos quais conquistou um incrível segundo lugar em Mônaco e outros pódios em San Marino, França e Malásia. O fim de semana é de festa para Barrichello, que poderá ser completa se conseguir um bom resultado no GP da Béligica.
O site oficial da F1 diz que Barrichello completa 300 GPs, no domingo, em Spa. Mas revista alemã considera que serão 298, e estatístico contabilizará 297. Foto: Mark Thompson/Getty Images
Surgiu uma polêmica se Rubens Barrichello estará ou não completando 300 grande prêmios na Fórmula 1, neste domingo, em Spa-Francorchamps. Duas fontes respeitáveis contestam o número redondo, que poderá ser atingido esse ano, mas não no GP da Bélgica.
A revista alemã Auto Motor und Sport afirma que Barrichello tem 297 grandes prêmios e que os 300 só serão completados em Cingapura, no final de setembro. Diz a publicação que os GPs da Espanha e da França, de 2002, não podem ser contabilizados pelo piloto brasileiro porque ele sequer completou a volta de apresentação por problemas técnicos na Ferrari.
O argumento da revista faz sentido, pois um grande prêmio só é considerado disputado se o piloto participa da largada, mesmo que abandone ainda na primeira volta. A Auto Motor und Sport argumenta que contabilizar estas duas corridas para Barrichello seria o mesmo que dizer que os 14 carros que foram para os boxes antes da largada do infame GP dos EUA de 2005, em Indianápolis, disputaram a corrida.
O jornalista suíço Jacques Deschenaux, autor do Grand Prix Guide, a mais completa estatística da Fórmula 1, atualizada anualmente, considera que Barrichello disputou 296 grandes prêmios, pois aos dois contestados pela Auto Motor und Sport acrescenta o GP da Bélgica de 1998, em Spa, quando o brasileiro não tomou parte da relargada por ter se ferido. Esta corida, disputada sob chuva, foi aquela em que ocorreu um dos maiores acidentes de largada da F1, quando David Coulthard bateu em meio ao spray levantado pelos carros e provocou a colisão de outros 12 carros, o que levou à interrupção da prova.
O regulamento, à época, estabelecia que qualquer corida interrompida nas primeiras duas voltas teria sua largada anulada e uma nova largada teria que ser feita para que os pilotos disputassem a distância original da prova. Barrichello, então na Stewart, e Eddie Irvine, na Ferrari, foram os únicos que se machucaram no acidente, mas o irlandês participou da relargada e o brasileiro não.
Com isso, o argumento de Deschenaux faz sentido e Barrichello só completaria 300 GPs no Japão, no dia 10 de outubro. Mas antes que alguém acuse Barrichello de estar iludindo as estatísticas, o próprio site oficial da Fórmula 1 considera que ele completa 300 grandes prêmios neste fim de semana. Barrichello vai celebrar a marca com um capacete especial e também preparou uma camiseta comemorativa.
andreTapressado come cru... ele podia ter esperado dois gpzinhos e evitado essa polemica toda.Postado às 16:40 do dia 26/08/2010
EdwardEssa discussão também ocorreu quando ele foi bater o recorde do Riccardo Patrese.Postado às 11:11 do dia 26/08/2010
LeilaTudo é relativo... se o número for de GPs em que ele participou, estava lá no grid e tudo mais, pode até ser. Aí tem o criterio de GPs disputados e esse da Bélgica de 1998 estaria fora pq nem participou da relargada... E por fim, dizer 300 GPs completos seria um equívoco... pra que ansiedade, se esse ano ele bate esse recorde?Postado às 10:43 do dia 26/08/2010
No que depender de Barrichello, a hora de pendurar o capacete ainda está longe. Foto: Mark Thompson/Getty Images
A Ferrari pode fazer suas armações, mas costuma ter particular apreço pelos pilotos que passaram por Maranello. E, por isso, parabenizou Rubens Barrichello pelos 300 grandes prêmios que o brasileiro completa neste fim de semana, na Bélgica.
Barrichello foi piloto da Ferrari por seis anos, de 2000 a 2005, onde conquistou nove de suas 11 vitórias na Fórmula 1. Embora se queixe de ter sido sempre tratado como segundo piloto, já que a equipe privilegiava Michael Schumacher, Barrichello é respeitado em Maranello.
O atual chefe da escuderia, Stefano Domenicali, dissse que 300 corridas na Fórmula 1 representam uma "conquista extraordinária" e destacou que Barrichello foi parte da Ferrari num grande momento da história da escuderia e que deu uma "significativa contribuição" para o sucesso conquistado.
Barrichello entrou na Fórmula 1 em 1993, pela Jordan, e correu também pela Stewart, Ferrari, Brawn e agora Williams. Os 300 GPs que completa no fim de semana superam em 44 o recorde anterior, de Riccardo Patrese, e no que depender do brasileiro serão estendidos por mais tempo.
"Eu acho que ainda estou no meu auge e meu plano é continuar sendo competitivo bem além dos 300 grandes prêmios", afirmou.
Ernesto Verdade que o Barrica já deu muito pontinho pra scuderia. Eu até entendo a "preferência" pelo schumi, mas antes de parabenizar podia bem ter pedido desculpas hahahahPostado às 16:46 do dia 26/08/2010
Dennisisso é o mínimo depois de terem feito ele de palhaço, quer dizer, segundo piloto, quando ele corria pela equipePostado às 10:38 do dia 26/08/2010
Barrichello preparou camiseta especial para celebrar 300 GPs, no fim do mês, em Spa-Francorchamps. Foto: Twitter do piloto
Aos 38 anos, dos quais os últimos 18 na Fórmula 1, Rubens Barrichello completa 300 grandes prêmios no próximo dia 29, em Spa-Francorchamps, e considera natural a renovação de seu contrato com a Williams para continuar na categoria ano que vem, ampliando ainda mais seu recorde de permanência.
Barrichello pode ter carimbado o passaporte para mais uma temporada com a ousada ultrapassagem sobre Michael Schumacher no GP da Hungria, na qual mostrou toda a sua coragem e experiência para resistir à agressiva manobra de defesa do alemão. Se já dava à Williams a sua experiência no desenvolvimento do carro, com a ultrapassagem mostrou todo o seu comprometimento e disposição de lutar pela melhor posição até o final.
Frank Williams e o diretor técnico da Williams, Sam Michael, também consideram que a renovação do contrato de Barrichello é uma tendência natural, pois estão satisfeitos com a contribuição do brasileiro e com seus resultados. Barrichello foi quarto colocado em Valência, quinto em Silverstone, e vem pontuando com alguma regularidade. Tem 30 pontos no campeonato, três vezes mais que o companheiro de equipe, o jovem alemão Nico Hulkenberg.
Barrichello diz já estar trabalhando no carro da Williams para 2011 e atravessa uma fase de muito otimismo e confiança. Para celebrar os 300 Gps, confeccionou uma camiseta comemorativa, que exibiu em seu twitter junto com os filhos Eduardo e Fernando.
Com dois vice-campeonatos, Barrichello não chegou ao nível de Emerson, Piquet e Senna, mas vai deixar sua marca na Fórmula 1 com um recorde de longevidade difícil de ser superado. E ninguém permanece tanto tempo na F1 se não tiver muito talento.
Para quem não viu, ontem no Esporte Espetacular teve uma entrevista do Barrichello esclarecendo a polêmica da ultrapassagem no GP Hungria. Segundo o brasileiro, ele faria a mesma coisa contra qualquer piloto, já que a manobra valia um ponto no campeonato. Rubinho, entretanto, confirmou que a ultrapassagem teve um gostinho especial por ter sido em cima do alemão.
Schumacher insiste que deixou espaço para Barrichello. Foto: Getty Images
Depois de condenado por meio mundo da Fórmula 1 por ter espremido Barrichello perigosamente contra o muro da reta dos boxes no GP da Hungria, Schumacher reconheceu que a manobra foi muito agressiva e teria pedido desculpas ao brasileiro.
Coloco as desculpas no condicional, porque não as encontrei no site oficial de Schumacher, apontado como fonte da declaração pela AP.
Em seu site, Schumacher afirma que em relação à manobra de ultrapassagem de Barrichello, "indiquei bem cedo que me moveria para a parte interna da pista e não simplesmente desistiria da linha. E havia espaço suficiente para ele me passar sem que nos tocássemos. Foi uma disputa dura, e é para isso que estamos aqui, mas eu aceito que os comissários da FIA tenham visto isso como muito duro".
A AP comenta que Schumacher teria afirmado que não teve a intenção de colocar Barrichello em perigo, e que se o brasileiro teve esse sentimento, ele pedia desculpas.
Schumacher perdeu 10 posições no grid na próxima corrida. Foto: Getty Images
Michael Schumacher foi punido com a perda de dez posições no grid, na próxima corrida, em Spa-Francorchamps, por ter espremido Rubens Barrichello contra o muro do pit lane, a 300 km/h, ao tentar, sem sucesso, se defender da ultrapassagem do brasileiro no fim da prova de hoje.
O alemão jogou o carro contra o de Barrichello na reta dos boxes e o brasileiro só não bateu no muro, porque a parede terminou justamente quando ele teve que ir ainda mais para a direita.
Após a prova, Barrichello condenou a atitude de Schumacher, e disse que sua ultrpassagem foi uma de suas mais belas manobras, e uma das mais "horrendas" de Schumacher.
"Eu tenho muita experiência, e normalmente com um cara louco como esse eu tiro o pé. Mas não hoje", disse Barrichello.
Schumacher, por sua vez, desprezou o incidente, e antes de tomar conhecimento da punição, afirmou não ter visto nada de anormal em sua manobra. "Eu acho que deixei muito espaço, tanto que ele passou."
A ironia do almão não funcionou para os comissários da FIA que aplicaram uma pena dura, que o jogará para o fim do grid no GP da Bélgica. Bem feito.
Nelson TavaresNão imaginava que a essa altura ainda vibraria com o Rubinho! Merece os parabéns pela garra e coragem!Postado às 11:09 do dia 02/08/2010
@rojaummmValeu, Rubinho!!! o Schumi tá tendo motivos de sobra para se arrepender de ter voltado a correr!!! Com essa de hoje, a lista vai só aumentando!!! Linda ultrapassagem do Rubens!!!Postado às 19:49 do dia 01/08/2010
LeandroVai jogar poker em casa Schumacher!Postado às 14:29 do dia 01/08/2010
Barrichello ainda não renovou contrato, mas já sonha em vencer corridas com a Williams ano que vem. Foto: Malcolm Griffiths/Getty Images
O destino de dois veteranos da Fórmula 1, que já foram companheiros de equipe na Ferrari, pode ser diferente em 2011. Embora ainda não tenha renovado contrato com a Williams, tudo leva a crer que Barrichello continua na equipe inglesa por mais um ano. Já Schumacher, que tem contrato com a Mercedes até 2012, pode pendurar o capacete ao fim da atual temporada.
Barrichello está feliz na Williams e a equipe com a sua contribuiição técnica. Aos 38 amos, tem sido consistentemente mais rápido que o novato Nico Hulkenberg, tido como grande promessa.
O brasileiro disse que não assinou nenhum contrato para 2011, mas que deixar a Williams seria um erro, porque a equipe já está trabalhando no programa do ano que vem, no qual confia plenamente.
"Eu quero voltar ao pódio com a equipe esse ano, e ano que vem quero ganhar corridas", disse Barrichello ao site da Motorsport Aktuell.
Já a situação de Schumacher é a oposta. O heptacampeão previa um retorno glorioso às pistas, mas tem amargado ultrapassagens a rodo e o fato de ser quase sempre superado por Nico Rosberg. No GP da Inglaterra, enquanto Rosberg era só sorrisos com o lugar no pódio, Schumacher se conformava com um nono lugar.
Perguntado pelo jornal alemão Cologne Express se achava que Schumacher ainda tinha condições de enfrentar pilotos como Lewis Hamilton e Sebastian Vettel, Jackie Stewart foi bem crítico: "Ele não consegue lidar sequer com o seu companheiro de equipe."
Para o tricampeão, Schumacher errou ao voltar à Fórmula 1, e acredita que ele vá parar novamente ao fim dessa temporada.
A renovação dos contratos de Felipe Massa, pela Ferrari, e de Mark Webber, pela Red Bull, definiu os pilotos das principais equipes para 2011 e encerrou a "sily season" mais cedo do que se esperava.
As equipes grandes manterão sua dupla de pilotos ano que vem, e mesmo as médias não devem mudar tanto. A Williams vai ficar com Rubens Barrichello e Nico Hulkenberg, e a Renault vai segurar Robert Kubica, nome mais envolvido numa possível transferência, mas que agora ficou sem lugar fora da equipe francesa.
Vitaly Petrov, embora tenha se revelado um piloto promissor, tem sua posição ameaçada, já que a Renault poderá reforçar a equipe tentando atrair Adrian Sutil, da Force India. A revista italiana Autosprint falou também de uma possível volta de Kimi Raikkonen à Fórmula 1 pela Renault, mas parece pouco provável que o finlandês volte em uma equipe intermediária.
Se Sutil sair da Force India, a equipe indiana poderá ser a que mais mudará, já que o alemão é seu principal piloto, o que a obrigaria buscar algum nome de relativo peso. Vitantonio Liuzzi não tem o lugar totalmente assegurado, já que seu desempenho tem sido instável. Enquanto Sutil marcou 23 pontos, Liuzzi tem apenas 12.
A Lotus tende a manter seus pilotos para continuar sua evolução, e nas outras novatas tudo pode acontecer, já que o fator financeiro pesa na escolha dos pilotos.
Moss acha que Schumacher é passado. Foto: Getty Images
O veterano piloto inglês Stirling Moss, um dos grandes dos primeiros anos da Fórmula 1 moderna, acha que Michael Schumacher "é passado" e ainda lançou dúvidas sobre os desafios que o alemão enfrentou nos seus tempos gloriosos.
Ouvido pelo jornal britânico Metro, Moss, que encerrou sua carreira em 1962 após um terrível acidente em Goodwood, que o deixou em coma, disse não entender a razão da volta de Schumacher à F1, e acha que o que ele está fazendo é manchar suas conquistas.
"As pessoas estão dizendo que ele é passado, o que provavelmente é", disse Moss, acrescentando ser a primeira vez que se vê Schumacher pressionado por seu companheiro de equipe. Nico Rosberg tem 50 pontos contra 10 do heptacampeão.
"Nós nunca vimos Michael com um número dois que pudesse ser comparável. Ele teve Rubens Barrichello, que sem dúvida é um bom piloto, mas não necessariamente um vencedor." Para Moss, sem um companheiro de equipe no mesmo nível, é difícil saber quanto os resultados de Schumacher se deveram a ele ou ao carro que tinha.
"As pessoas dizem que ele é o melhor porque tem sete títulos mundiais, mas isso não significa nada efetivamente. Bem, isso significa alguma coisa, é uma conquista infernal, mas não que seja o melhor piloto de todos os tempos", polemizou Moss.
Russellschumi ainda vai surpeender emalguma currida, eu acho. ainda eh cedo pra acaba com o caraPostado às 14:55 do dia 27/04/2010
Carlos Paesessa polêmica do Schumacher vai render até o fim do campeonato!
Se ele tivesse voltado no ano passado por exemplo, nao sei se o desempenho seria pior ou melhor. Em 2009, ele ia voltar sem um treinamento pré-temporada. Ele voltou agora, com preparo, e olha como está... Postado às 14:49 do dia 27/04/2010
Leonidas50 pontsos do Rosberg contra 10 do Schumi é muita coisaaPostado às 14:46 do dia 27/04/2010
JoãoBando de sem noção essa turma que critica. Schumi é o cara independente dos resultados de agora.Postado às 12:25 do dia 27/04/2010
Paulo Joséo Moss nao sabe, mas aqui no Brasil tá cheio de gente com a mesma opinião dele, q 7 títulos nao significam nada efetivamentePostado às 11:47 do dia 27/04/2010
O site da Autosport diz em sua edição de hoje que Barrichello está próximo de fechar um acordo com a Williams para 2010, trocando de lugar com Nico Rosberg, cuja transferência para a Brawn é dada como certa.
Fontes da Autosport disseram que Barrichello visitou recentemente a fábrica da Williams, em Grove, e que um acordo entre as partes já foi acertado ou está perto de ser concluído.
O diretor-técnico da Williams, Sam Michael, afirmou em Cingapura que a preferência da equipe é ter uma dupla de pilotos que una experiência à juventude. "Se você tem alguém com muita experiência, isso é ótimo para o acerto e evolução do carro. E se você tem alguém que é jovem, ele traz entusiasmo."
Como a Williams deve entregar um de seus carros ao estreante Nico Hulkenberg, Barrichello seria o piloto experiente a seu lado. O acordo entre o brasileiro e a Williams seria somente para a temporada de 2010.
A Autosport não descarta, porém, que Barrichello possa continuar na Brawn caso a virtual campeã não renove com Jenson Button por divergência no valor do contrato. Mas ressalta que o brasileiro pode preferir garantir logo um lugar na Williams do que ficar esperando o desenlace entre Button e Brawn, que pode se arrastar para depois do fim da temporada.
Se a novidade aerodinâmica entregar o ganho esperado, os carros da Brawn serão imbatíveis em Cingapura. Foto: Clive Rose/Getty Images
A Brawn anunciou uma novidade aerodinâmica para seus carros no Grande Prêmio de Cingapura, que poderá acrescentar um ganho de 0,3 segundos.
"Nós teremos uma novidade aerodinâmica significativa neste fim de semana que deverá nos trazer outro bom passo em performance nas últimas corridas da temporada", disse o chefe da equipe, Ross Brawn.
Na edição de setembro da revista francesa Sport Auto, o responsável pelo departamento aerodinâmico da Brawn, Loic Bigois, já tinha comentado o ganho e disse que só faltava superar um pequeno problema de fabricação da nova peça, que parece ter sido resolvido.
O carro da Brawn já se mostrara muito bom em circuitos de alta pressão aerodinâmica, vide a dobradinha em Mônaco, e se a novidade a ser introduzida em Cingapura acrescentar mesmo 0,3 segundos, ele se tornará praticamente imbatível.
A permanência na Brawn não seria surpresa. Foto: Getty Images
É impossível saber se Rubens Barrichello chegará ao título deste ano, mas sua sensacional arrancada na reta final do campeonato certamente lhe assegurou uma vaga para mais uma temporada na Fórmula 1, em 2010.
E as possibilidades são muitas, inclusive na Brawn. Inicialmente, com o fantástico desempenho de Jenson Button na primeira metade da temporada, considerava-se que Barrichello era carta fora do baralho para 2010, não só na equipe inglesa, como na própria categoria.
Mas agora a situação mudou de figura, e não será surpresa se Barrichello continuar e Button sair. O piloto inglês concordou em uma substancial redução de salário no início do ano para participar do projeto Brawn, que salvava a antiga Honda, e agora está pedindo alto para renovar. Segundo a imprensa britânica, a primeira contraproposta da Brawn teria ficado longe das pretensões de Button.
A Mercedes, que vai aumentar significativamente a sua participação na equipe, quer Nico Rosberg em um dos carros e não mostra muita empolgação por Button. Uma dobradinha Rosberg-Barrichello seria muito bem vista pela fabricante alemã.
Se a sua posição na Brawn ficar ameçada, Barrichello tem várias opções. A Williams, perdendo Rosberg, precisará de um piloto forte, capaz de pontuar com constância, e o brasileiro se encaixa plenamente neste perfil.
A Toyota pode dispensar seus dois pilotos ao fim desta temporada, e se apostar em um jovem talento, precisará de um piloto mais experiente para ser a referência na equipe. Mais uma vez, Barrichello aparece como opção a ser considerada.
E, por fim, quatro equipes novas estão entrando na categoria, partindo do zero, e precisam de um piloto capaz de ajudá-las no desenvolvimento de seus carros. Na Fórmula 1, não tem ninguém com mais experiência nisso do que Barrichello.
Mesmo que não conquiste o título, Barrichello tem tuo para iniciar a 18ª temporada completa na Fórmula 1, novo recorde da categoria.
Rafael SoaresAcho q o melhor para ele é continuar na Brawn mesmo!!! Ainda mais agora que está bem cotado dentro da equipe e o chefe garantiu igualdade, coisa que ele não conheceu dentro da grande Ferrari, por exemplo......Postado às 11:47 do dia 16/09/2009
MairParece que ofertas não faltam, Jorge. Mas se eu fosse o Barrichello ia pela equipe mais competitiva e não pela grana, que ele já deve ter o suficiente. Equipes novas costumam sofrer, embora a Brawn tenha sido uma exceção.Postado às 10:53 do dia 16/09/2009
GabrielDá-lhe Rubens! Acho que na Brawn ele faz mais sucesso do que numa equipe nova. Tomara que o Ross tenha uma luz e fique com o brasileiro. De qualquer maneira, a notícia é boa.Postado às 12:08 do dia 15/09/2009
Jorge Pezzolomair, rumor do dia em Monza: Richard Branson, milionário dono da Virgin Records, teria oferecido uma grana alta para Rubens Barrichello deixar a Brawn e integrar o novo time Manor Racing, que por sinal se chamará Virgin Racing. Postado às 12:03 do dia 15/09/2009
Button e Barrichello disputarão o título sem interferência da equipe, disse Brawn. Foto: Clive Rose/Getty Images
Ross Brawn afirmou que a disputa pelo título mundial entre seus dois pilotos está aberta e que não haverá nenhuma interferência da equipe.
"Qualquer tentativa de controlar este processo terminará mal. Nós dissemos que não daríamos nenhuma preferência até que fosse matematicamente impossível para um deles ganhar, e acredito que essa situação permanecerá até a última corrida", disse Brawn à Autosport.
Brawn aposta numa disputa saudável entre os pilotos pela longa convivência que têm desde os tempos de Honda e enxerga diferentes atitudes dos dois nas próximas corridas.
"Rubens não tem nada a perder e Jenson é quem tem algo a perder. Então, Rubens pode se permitir ser mais agressivo, e Jenson pensará mais em marcar pontos."
A declaração de Ross Brawn é tranquilizadora para Barrichello, considerando que Button está à sua frente e é um piloto inglês em uma equipe inglesa. Depois do episódio da Renault, qualquer orientação de resultado pegaria muito mal.
Tocado por Grosjean, Button roda na Les Combes e deixa de pontuar pela primeira vez na temporada. Mesmo assim, ainda é líder. Foto: Clive Mason/Getty IMages
Na primeira corrida da temporada em que não marcou pontos, Jenson Button saiu no lucro. Largando da 14ª posição, Button não tinha outra aspiração que não tentar algum pontinho, chance que desapareceu logo na largada, quando foi um dos envolvidos no acidente que levou à entrada do safety car. Fora da prova, Button tinha que torcer contra Barrichello, seu companheiro de equipe, e contra os dois carros da RBR. E parece que tudo conspirou a favor do inglês, líder do campeonato, com 72 pontos. Barrichello, que ocupava o quarto lugar no grid, ficou parado na largada pela terceira vez este ano e caiu para a última posição. Fez uma corrida de recuperação e conseguiu um milagroso quinto lugar, que lhe valeu mais dois pontinhos na disputa com Button. O brasileiro tem agora 56 pontos, mas poderia ter saído de Spa em situação melhor. Na Red Bull, Vettel subiu no pódio e chegou a 53 pontos, enquanto Weber cruzou a linha de chegada em nono, sem marcar pontos. A combinação foi a melhor possível para Button. Weber era quem estava à frente no campeonato e o ameaçava mais. O terceiro lugar de Vettel aumentou a indefinição sobre quem tem mais chances na Red Bull, equipe que já enfrenta o problema de só ter mais dois motores para cada piloto nas cinco provas que faltam até o fim do campeonato. Mesmo num fim de semana desastroso, Button deixou Spa na liderança, que detém desde a primeira corrida da temporada. É bem verdade que o inglês precisa mostrar mais serviço, mas se continuar com essa sorte pode muito bem chegar ao título mesmo com um desempenho longe de um campeão.
pezzoloCampeonato virou uma guerra de nervos. Button saiu até no lucro, mas está desacreditado por todos, ainda que a diferença seja grande. Rubinho, está melhor mas ainda erra como errou hoje. E as duas Red Bull não tem ritmo nem motor mais. O que vai acontecer? Postado às 12:43 do dia 30/08/2009
Barrichello larga na segunda fila e abre vantagem na guerra psicológica com Button, que ficou apenas na 14ª posição. Foto: Clive Mason/Getty Images
Entre os pilotos que disputam o título deste ano, Rubens Barrichello levou a melhor no treino classificatório para o GP da Bélgica. O piloto brasileiro fez o quarto tempo e larga na segunda fila, ao lado de Nick Heidfeld, da BMW. A boa posição de Barrichello ganha ainda mais relevância, quando comparada com a do companheiro de equipe e líder do campeonato Jenson Button. O inglês não conseguiu encontrar o equilíbrio do carro para os diferentes trechos de Spa e foi eliminado no Q2. Button vai largar na 14ª posição e já admite que vai correr apenas para marcar pontos. Barrichello, que já vinha ganhando a disputa psicológica com Button nas quatro últimas corridas, tem a oportunidade de se aproximar ainda mais na classificação, mantendo viva a sua esperança de chegar ao título mundial. A Red Bull, que aparecia como franca favorita em Spa, não fez um bom treino e classificou seus carros na oitava (Vettel) e nona (Weber) posições. O problema da Red Bull são os motores. Weber perdeu um motor na manhã de hoje e tanto ele, quanto Vettel, agora só tem dois motores para o resto da temporada. A Red Bull deve ter adotado uma estratégia cautelosa nos treinos para poupar os motores para a corrida. Em Spa, a pole-position não é tão fundamental. Nas 14 últimas provas, o pole só ganhou três vezes. A maior decepção do treino foi a McLaren, que andou bem na sexta-feira, e hoje não se encontrou. Hamilton e Kovalainen foram eliminados no Q2 e vão largar muito atrás, assim como Alonso, outro que não passou do Q2. Kimi Raikkonen mais uma vez guiou bravamente a Ferrari e larga na sexta posição.
Raquelvai Rubinhooo!!Postado às 13:03 do dia 29/08/2009
MairBarrichello jamais venceu em Spa. Esta é uma boa oportunidade.Postado às 10:59 do dia 29/08/2009
Fillipi PalmieriAmanha só a vitoria importa para o Rubens pela segunda vez conseguiu se destacar dos principais concorrentes resta ver os pesos dos carros e se o não der pra acompanhar o ritmo dos ponteiros talvez rezar por uma chuva durante a prova.Postado às 10:52 do dia 29/08/2009
O site oficial da Fórmula 1 está fazendo uma enquete com a pergunta se Rubens Barrichello voltou a ser um candidato ao título após a vitória em Valência. As respostas são sim, não, e só a Brawn sabe, muito apropriada, já que dependerá da equipe dar chance ao brasileiro no confronto direto com Jenson Button.
Até a última consulta que fiz, a opção sim era a mais votada, com 37,03%. Votaram não 33,06% e deixaram a possibilidade nas mãos da Brawn 29,91%.
Feliz por Barrichello, Massa vai a Miami para exames
Após a corrida, Massa telefonou para Barrichello. Foto: Mark Thompson/Getty Images
O piloto brasileiro Felipe Massa deve viajar na próxima sexta-feira aos Estados Unidos, onde será submetido a novos exames enquanto se recupera do acidente sofrido no teste classificatório pra o GP da Hungria. Massa tem uma consulta marcada em Miami com o Dr Steve Olvey, especialista em tratar pilotos de automobilismo. O anúncio foi feito no site oficial da Ferrari.
"Provavelmente irei me submeter a exames adicionais em Miami", confirmou o piloto, que assistiu seu companheiro de equipe Kimmi Raikkonen conquistar o terceiro lugar em Valência, no último domingo.
Apesar de a Ferrari não ter vencido a corrida, Massa ficou feliz por ver Rubens Barrichello, da Brawn, de volta ao topo do pódio após 5 anos sem vencer. Após o término da corrida, Massa ligou ao amigo para parabenizá-lo pela conquista e também para agradecer pelos dizeres em sua homenagem estampados no capacete que Barrichello usou no GP da Europa.
"Não consegui na primeira tentativa, pois ele estava ocupado com o pessoal da Brawn", explicou. "Mais tarde o parabenizei por sua fantástica vitória! Também agradeci por tudo o que ele fez e disse sobre mim durante o fim de semana inteiro. Me senti muito emocionado quando vi seu capacete em minha homenagem".
GabrielA homenagem do Rubinho foi muito legal. Pelo menos alguém está lembrando do Massa. O Kimi, por exemplo, subiu no pódio nas duas últimas corridas e não carregou nem uma bandeirinha ou o nome do companheiro. Postado às 17:05 do dia 25/08/2009
Graham Hill ficou 18 anos na F 1, foi bicampeão mundial e venceu 14 vezes
Se Rubens Barrichello decidir continuar na Fórmula 1 ano que vem, vai bater o recorde de longevidade na principal categoria do automobilismo. A marca pertence ao lendário Graham Hill, que esteve presente em 18 temporadas, embora na última, em 1975, só tenha participado dos dois primeiros GPs, na Argentina e no Brasil. Depois, passou a dirigir sua própria equipe, mas sua carreira fora das pistas foi abreviada pelo acidente fatal de avião em novembro daquele ano.
Hill disputou 176 grandes prêmios e obteve 14 vitórias. Foi bicampeão mundial e correu pela Lotus, BRM, Brabham, Shadow e Lola.
Barrichello está há 17 anos na Fórmula 1, e completou 10 vitórias, no último domingo, em Valência. Animado por este resultado e dependendo do que conseguir até o fim do ano pode estender uma carreira que começou na Jordan e passou pela Stewart, Ferrari, Honda e Brawn.
Um recorde, porém, já é seu e vai ser difícil de ser quebrado. O brasileiro tem 278 GPs disputados e com as seis corridas que faltam este ano quebra a barreira dos 280 GPs.
Além de Barrichello, só outro piloto esteve 17 anos na F1. O italiano Riccardo Patrese, que disputou 256 GPs, com 6 vitórias. Patrese correu pela Shadow, Arrows, Brabham, Alfa Romeo, Williams e Benetton.
MairA Stewart não é de tão triste memória assim não, Gabriel. Com ela, Barrichello fez um segundo lugar histórico em Mônaco, em 1987, dando à novata escuderia seus primeiros pontos logo na quinta corrida.Postado às 17:21 do dia 24/08/2009
Gabriel17 anos. É tempo hein. Nem lembrava mais da passagem do Rubinho pela Jordan, nem da existência da Stewart, que nem deixa saudades...Postado às 16:23 do dia 24/08/2009
Com uma atuação a la Schumacher, se valendo da estratégia nos boxes, Barrichello se reencontrou com a vitória. Foto: Mark Tompson/Getty Images
Foi na estratégia e a la Schumacher que Barrichello conquistou a centésima vitória brasileira na Fórmula 1, no GP da Europa. O melhor carro na pista de Valência era a McLaren e antes mesmo da largada Rubinho comentou que só na estratégia seria possível chegar à vitória.
E foi exatamente isso que ele e a Brawn fizeram de forma precisa e espetacular. Atrás das duas McLaren, Barrichello as ultrapassou na estratégia das paradas. No primeiro pit stop de Kovalainen, Barrichello tirou a diferença e depois de sua parada voltou em segundo lugar.
Faltava Hamilton, e Barrichello apostava nos pneus. Enquanto o inglês usou os compostos macios nos dois primeiros stints e estava obrigado a usar os duros no último, a Brawn fizera o oposto. Andou com os duros no início e tinha os macios, mais rápidos, no stint final.
Barrichello ainda contou com a sorte, que muitas vezes lhe faltou, pois a McLaren falhou na parada de Hamilton, que lhe custou segundos preciosos. Mesmo assim, como Schumacher fazia nos tempos de Ferrari, Barrichello fez voltas voadoras enquanto Hamilton trocava pneus e abastecia, o que lhe garantiu a vantagem necessária para retornar na liderança após sua segunda e última parada. Depois, foi só administrar para conquistar sua 10ª vitória, que encerrou um jejum de cinco anos.
Na estatística redonda de 100 vitórias brasileiras, Ayrton Senna contribuiu com 41, Nelson Piquet ganhou 23, Emerson Fittipaldi teve 14, Massa tem 11, Barrichello, 10, e José Carlos Pace venceu uma corrida.
GabrielFoi uma prova excelente !!! Aquelas voltas disputadas milésimo a milésimo com o Hamilton foram demais. Muuuito merecida a vitória. Finalmente Rubinho botou as mangas de fora. Postado às 10:44 do dia 24/08/2009
RaquelCom ou sem estratégia, foi uma vitória merecida! Rubinho é excelente piloto, o problema é q nem sempre tem sorte.. rs.. ontem foi o dia dele! ;) Postado às 10:38 do dia 24/08/2009
Barrichello andou rápido e ficou logo atrás das McLaren de Hamilton e Kovalainen. Foto: Mark Thompson/Getty Images
A McLaren sobrou no último treino do GP da Europa, em Valência, e colocou seus carros na primeira fila do grid. Hamlton fez sua primeira pole position no ano, e ficou em excelente condição para repetir a vitória conquistada na Hungria. Kovalainen, que está com ultimato da equipe para fazer resultado, ficou com o segundo melhor tempo.
A Brawn confirmou que está de volta ao páreo, com Barrichello em terceiro e Button, em quinto. Entre eles, a Red Bull de Vettel.
A ascensão da McLaren cria para a equipe um papel determinante na decisão do campeonato. Se ela fica à frente de Brawn e RBR, ajuda a primeira, que assegurou uma boa vantagem na sete primeiras corridas. Com Mark Weber largando apenas na nona posição, a Brawn parece em condições de sair de Valência com uma diferença maior sobre a RBR.
Kimi Haikkonen colocou a Ferrari na terceira fila, ao lado de Button, mas o estreante Badoer não encontrou o caminho. Saiu logo no Q1, com o pior tempo do dia, tomando 3 segundos do primeiro pelotão. Se pretende continuar na luta pelo terceiro lugar entre os construtores, a Ferrari talvez precise repensar sua estratégia e encontrar um piloto mais rápido enquanto Felipe Massa não volta.
Romain Grosjean, que substituiu Nelsinho Piquet na Renault, ficou no Q2. Resta ver o que conseguirá na corrida.
Barrichelo sujeito à lógica do campeonato. Foto: divulgação.
Rubens Barrichello estava prenhe de razão ao botar a boca no mundo após o GP da Alemanha. Para quem largou na primeira fila e assumiu a liderança no braço, após um toco de Mark Weber, o sexto lugar não era a posição merecida. Com certeza, ele poderia ter ficado à frente de Jason Button. Mas aí entra a lógica do campeonato e da equipe. Nas oito coridas anteriores, Button vencera seis, contra nenhuma de Barrichello. O brasileiro perdeu o melhor momento da Brawn, que agora estará concentrada no duelo com a Red Bull. Advinhem quem a escuderia inglesa irá privilegiar?
Jornalista, acompanha profissionalmente o automobilismo desde o início dos anos 1980. Foi correspondente do Jornal do Brasil e da Agência Estado, de 1989 a 1992, sediado em Londres, cobrindo toda a temporada da Fórmula 1.
Gabriel Schmidt
Jornalista, fanático por automobilismo e caçador de novidades. Acompanha profissionalmente o automobilismo e o mercado desde 2008.