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Segunda-feira, 20 de julho de 2009 | 16:34
Capacetes brasileiros
Senna: nacionalismo
Christian: tradição de família

Piquet: marca registrada. Fotos: divulgação

Depois de falar dos capacetes históricos da Fórmula 1, não podia deixar de me referir também aos pilotos brasileiros.

Nelson Piquet transformou a gota vermelha horizontalizada que ladeava seu capacete em marca registrada, e as gotas amarelas sobre o fundo verde no capacete de Wilsinho Fittipaldi são inesquecíveis. Seu filho Christian inverteu as cores, mantendo a tradição de família.

O capacete de Emerson Fittipaldi marcou época desde a Lotus preta e manteve a identidade visual com as alterações sofridas nos tempos da Indy. O de Ayrton Senna, amarelo com listras verdes e azuis, reflefia bem a nacionalidade exarcebada e inspirou o inglês Lewis Hamilton.

Um dos casos mais curiosos é o de José Carlos Pace. O Moco usava um capacete azul escuro com uma flecha amarela apontada para a viseira (belíssimo), que acabou alterando em 1974, quando corria pela Brabham, por superstição. Muitos gostavam mais do primeiro, mas foi com o segundo que venceu o GP do Brasil em 75. Por via das dúvidas, na sua estátua em Interlagos está representado sem o capacete.

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GabrielO do Senna é inconfundível. Só de olhar, já vem milhares de lembranças.Postado às 16:25 do dia 22/07/2009
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Domingo, 19 de julho de 2009 | 18:42
Capacetes

Identidade fundamental para os pilotos, os capacetes vêm sendo desfigurados pelos excessos de alguns patrocinadores. O caso mais emblemático é o do alemão Sebastian Vettel, cujo capacete parece a lata do energético que patrocina a sua equipe. Antigamente, identificávamos os pilotos pelos capacetes. Alguns tornaram-se lendários como o do inglês Graham Hill, preto com barras brancas em seu entorno, reproduzido anos mais tarde por seu filho Damon, também campeão mundial.

Elegância semelhante tinha o capacete de Chris Amon, branco com duas listras verticais em azul e vermelho que se alargavam ao descer até a viseira. Mesmo quem não viu o azarado neozelandês correr deve lembrar do seu capacete, usado por Pete Aaron (James Garner) no clássico filme Grand Prix, de John Frankenheimer.

Clay Regazzoni também tinha um belo capacete, com a cruz helvética à frente, que pode ser considerado uma variação do de seu conterrâneo Jo Siffert, só que mais branco do que vermelho.

No estilo minimalista, para mim são imbatíveis os capacetes de Jacky Ickx, todo preto com uma linha branca contornando a viseira, e o inteiramente verde de Henri Pescarolo.

Outro que incluo no meu rol de favoritos, pela leveza do design, é o de Riccardo Patrese, branco com listras horizontais azuis, que alargam do topo para a base.

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MatheusOi!
Muito legal essa matéria sobre os capacetes. Quero lembrar alguns bonitos também: de Jackie Stewart, com aquele estilo escocês com o fundo todo branco; o do Nigel Mansell também era bacana; e mais recentemente, o do Michael Schumacher, do período antes de 2000, era bonito também.
Abraços,
Matheus
Postado às 01:52 do dia 25/07/2009
Mair Pena NetoConcordo que o de Senna resolveu bem a equação estilo x patrocínio. Em contraste com a Lotus preta, então, ficava um espetáculo. Os capacetes dos brasileiros, em geral, são bonitos.Postado às 18:08 do dia 20/07/2009
DanielMesmo parecendo suspeito, acho que o capacete que melhor combinou as cores do país de origem do piloto com as exigências dos patrocínios foi o do Senna, até porque o símbolo do antigo Banco Nacional e da Marlboro, durante a transmissão, se escondiam no verde e amarelo do capacete.Postado às 12:21 do dia 20/07/2009
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Mair Pena Neto
Jornalista, acompanha profissionalmente o automobilismo desde o início dos anos 1980. Foi correspondente do Jornal do Brasil e da Agência Estado, de 1989 a 1992, sediado em Londres, cobrindo toda a temporada da Fórmula 1.
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