
Depois de falar dos capacetes históricos da Fórmula 1, não podia deixar de me referir também aos pilotos brasileiros.
Nelson Piquet transformou a gota vermelha horizontalizada que ladeava seu capacete em marca registrada, e as gotas amarelas sobre o fundo verde no capacete de Wilsinho Fittipaldi são inesquecíveis. Seu filho Christian inverteu as cores, mantendo a tradição de família.
O capacete de Emerson Fittipaldi marcou época desde a Lotus preta e manteve a identidade visual com as alterações sofridas nos tempos da Indy. O de Ayrton Senna, amarelo com listras verdes e azuis, reflefia bem a nacionalidade exarcebada e inspirou o inglês Lewis Hamilton.
Um dos casos mais curiosos é o de José Carlos Pace. O Moco usava um capacete azul escuro com uma flecha amarela apontada para a viseira (belíssimo), que acabou alterando em 1974, quando corria pela Brabham, por superstição. Muitos gostavam mais do primeiro, mas foi com o segundo que venceu o GP do Brasil em 75. Por via das dúvidas, na sua estátua em Interlagos está representado sem o capacete.
1 comentárioIdentidade fundamental para os pilotos, os capacetes vêm sendo desfigurados pelos excessos de alguns patrocinadores. O caso mais emblemático é o do alemão Sebastian Vettel, cujo capacete parece a lata do energético que patrocina a sua equipe. Antigamente, identificávamos os pilotos pelos capacetes. Alguns tornaram-se lendários como o do inglês Graham Hill, preto com barras brancas em seu entorno, reproduzido anos mais tarde por seu filho Damon, também campeão mundial.
Elegância semelhante tinha o capacete de Chris Amon, branco com duas listras verticais em azul e vermelho que se alargavam ao descer até a viseira. Mesmo quem não viu o azarado neozelandês correr deve lembrar do seu capacete, usado por Pete Aaron (James Garner) no clássico filme Grand Prix, de John Frankenheimer.
Clay Regazzoni também tinha um belo capacete, com a cruz helvética à frente, que pode ser considerado uma variação do de seu conterrâneo Jo Siffert, só que mais branco do que vermelho.
No estilo minimalista, para mim são imbatíveis os capacetes de Jacky Ickx, todo preto com uma linha branca contornando a viseira, e o inteiramente verde de Henri Pescarolo.
Outro que incluo no meu rol de favoritos, pela leveza do design, é o de Riccardo Patrese, branco com listras horizontais azuis, que alargam do topo para a base.
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