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Segunda-feira, 23 de novembro de 2009 | 16:14
Filhos de peixe
Confirmado oficialmente na Mercedes, Nico Rosberg terá o desafio de repetir o sucesso do pai, Keke, campeão mundial em 1982. Foto: Peter Fox/Getty Images
Com o anúncio oficial de que pilotará pela Mercedes em 2010, Nico Rosberg terá pela frente o desafio de se tornar um piloto vencedor e repetir o sucesso do pai, Keke Rosberg, campeão mundial em 1982.

Carregar um sobrenome famoso na Fórmula 1 já é um fardo, que torna-se ainda mais pesado quando o pai foi campeão mundial. Além do sobrenome, Nico tem outra semelhança com o pai. Quando Keke foi contratado pela Williams, em 1982, ele já vinha de quatro temporadas na F1: 1978 (Theodore/ATS), 1979 (Wolf) e 1980/81 (Fittipaldi). Com um carro vencedor nas mãos, Keke foi campeão logo em seu primeiro ano na Williams, embora comn apenas uma vitória, no GP da Suíça, em Dijon-Prenois.

Nico também tem quatro temporadas completas na Fórmula 1, sempre pela Williams, nas quais se revelou um piloto promissor, mas ainda sem conhecer a vitória. Na Mercedes (ex-Brawn) terá que confirmar seu talento ou integrar a lista de filhos de peixe que morreram na praia.

O mais bem sucedido filho de campeão mundial foi Damon Hill, que em 1996, na Williams, repetiu o título mundial que o pai, Graham, tinha conquistado em 1962, com BRM, e 1968, com Lotus.

Damon é até hoje o único filho de campeão mundial a repetir a proeza, e poderia até ter sido bicampeão, se em 1995 Michael Schumacher não tivesse jogado seu Benetton contra a Williams do inglês na última prova da temporada, na Austrália.

Outros filhos de campeões não honraram o nome dos pais na Fórmula 1. David Brabham, filho mais novo do australiano Jack Brabham, tricampeão em 1959/60/66, teve uma experiência muito pouco competitiva pela Brabham, em 1990, e foi para outras catgeorias.

Michael Andretti, que foi campeão da Indy em 1991, passou pela F1 em 1993, pela McLaren, mas nem chegou perto do sucesso do pai, Mario, campeão mundial em 1978. O caso mais recente foi o de Nelsinho Piquet, que não venceu corridas e ainda se envolveu em um dos maiores escândalos da Fórmula 1 ao bater propositalemnte no muro no GP de Cingapura de 2008. Nelsinho ficou anos-luz distante do pai, Nelson, tricampeão mundial em 1981/83 e 87.

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Mair Pena Neto
Jornalista, acompanha profissionalmente o automobilismo desde o início dos anos 1980. Foi correspondente do Jornal do Brasil e da Agência Estado, de 1989 a 1992, sediado em Londres, cobrindo toda a temporada da Fórmula 1.
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